Após essa reunião, Mottaki, que chegou hoje em uma viagem surpresa, advertiu em entrevista coletiva conjunta com seu colega iraquiano, Hoshiyar Zebari, que "a consolidação ou a perda da estabilidade do Iraque tem efeitos diretos sobre todos os países vizinhos".
Há cinco dias, Iraque e Síria chamaram seus respectivos representantes diplomáticos para consultas depois que Bagdá pediu a extradição de dois dirigentes do Baath, partido de Saddam Hussein, residentes na Síria, acusados pelos atentados do último dia 19.
Os ataques deixaram 87 mortos e mais de mil feridos em Bagdá no que foi o pior massacre neste ano. Os atos foram reivindicados pela Al Qaeda.
Mottaki afirmou que sua visita também tem como objetivo manifestar a solidariedade de seu país com as famílias das vítimas.
"Esses ataques denotam o grau de maldade dos inimigos do Iraque e de sua manifestação democrática", opinou o chefe da diplomacia iraniana.
Por sua parte, Zebari esclareceu na mesma entrevista coletiva que o Irã é um país amigo, que não está exercendo nenhuma mediação entre Bagdá e Damasco, apesar de também falar sobre o conflito sírio-iraquiano durante sua conversa com Mottaki.
"O Iraque prosseguirá com suas negociações no Conselho de Segurança da ONU para a criação de um tribunal internacional que julgue os autores desses ataques", assegurou Zebari.
Já Maliki ressaltou hoje em comunicado emitido por seu gabinete que "os aterrorizantes crimes da quarta-feira sangrenta não nos farão desistir de nossa vontade de combater a aliança baathista-terrorista que planeja fazer o país retornar à ditadura, à discriminação e à marginalização".




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