As autoridades sauditas detiveram cerca de 9 mil pessoas durante a campanha antiterrorista que começou em 2003, às quais ofereceram "reeducação religiosa" em vez de processos judiciais, denunciou hoje a organização Human Rights Watch (HRW).
Em comunicado emitido nesta segunda-feira, a HRW afirma que o reino saudita anunciou em julho que mais de 300 pessoas foram condenadas por acusações de terrorismo em vários julgamentos iniciados em outubro de 2008, e que foram "secretos e injustos".
O relatório, de 27 páginas, documenta a resposta da Arábia Saudita às ameaças e atos terroristas desde 2003.
A HRW critica também os serviços de inteligência locais, que dirigem as prisões do país, por impedir que os detidos sejam submetidos a um processo judicial eficaz e justo.
A organização critica também os Estados Unidos e o Reino Unido, que cooperam de perto com os responsáveis do programa saudita antiterrorista, por elogiar a "reeducação religiosa" dos detidos e não criticar a detenção indefinida de milhares de pessoas nem o julgamento irregular de 300 detidos anunciado em julho.
Segundo a HRW, o programa antiterrorista é inadequado para os detidos que são inocentes.
O relatório menciona também que as autoridades apresentaram, em outubro de 2008, 991 supostos militantes terroristas a um tribunal criminal especial e que se comprometeram a realizar julgamentos justos, nos quais seria permitida a presença de especialistas em direitos humanos.
No entanto, em julho, o governo anunciou que 329 detidos tinham sido condenados por acusações de terrorismo, após um julgamento secreto.
No final de seu relatório, a HRW pede à Arábia Saudita que coloque em liberdade ou que julgue os outros detidos, independente se participam ou não do programa de reeducação.

- EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Assista agora »
Assista agora »
