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 OEA retoma assembleia para debater suspensão de Honduras
04 de julho de 2009 15h55 atualizado às 16h57

A Organização dos Estados Americanos (OEA) retomou neste sábado sua 36ª Assembleia Geral Extraordinária para negociar uma resolução encaminhada a suspender a participação de Honduras no organismo por causa do golpe de Estado ocorrido no último domingo.

O ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana, que preside a Assembleia, suspendeu a reunião para que a Comissão Geral tenha tempo de negociar um novo projeto de resolução sobre as sanções a Honduras.

O prazo dado pela OEA para a restituição do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, era de 72 horas e foi anunciado na quarta-feira passada.

A Comissão Geral será presidida pelo embaixador chileno perante o organismo interamericano, Pedro Oyarce, e trabalha em um texto desde quinta-feira.

O recesso convocado por Taiana permite que esse grupo de trabalho avance em uma resolução enquanto chegam a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e seu colega do Paraguai, Fernando Lugo, além de Zelaya e do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.

O presidente do Equador, Rafael Correa, também viaja para Washington, mas não é esperado até amanhã. Insulza está voltando de Tegucigalpa, onde se reuniu na sexta-feira com o presidente da Corte Suprema de Justiça hondurenha, Jorge Rivera, entre outras personalidades locais.

Diante da recusa do novo governo hondurenho, chefiado por Roberto Micheletti, em cumprir com as exigências da OEA, a única opção que resta aos chanceleres é suspender Honduras do organismo.

Agora, a Assembleia Geral se prepara para uma longa jornada de intensas negociações que pode acabar com a primeira suspensão de um Estado-membro desde a assinatura da Carta Democrática Interamericana em setembro de 2001 e a segunda desde a exclusão de Cuba em 1962.

EFE
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