O deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, assistirá à Assembleia Geral extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), que decidirá neste sábado se suspende o país centro-americano de sua participação no organismo interamericano devido ao recente golpe militar.
O secretário-geral adjunto da OEA, Albert Ramdin, confirmou a participação de Zelaya na Assembleia Geral, junto com a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.
Também está previsto que chegue nas próximas horas o presidente do Equador, Rafael Correa, embora Ramdin tenha dito que ainda não sabe se o chefe de Estado assistirá hoje à Assembleia Geral.O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que esteve na sexta-feira em Tegucigalpa, é esperado "nas primeiras horas da tarde", indicou Ramdin em coletiva de imprensa para explicar o desenvolvimento da Assembleia Geral, que avalia hoje a situação em Honduras.
Quando chegar à OEA, Insulza informará aos chanceleres e aos presidentes sobre as reuniões que teve na sexta-feira em Tegucigalpa, onde encontrou o presidente da Suprema Corte, Jorge Rivera; o cardeal Óscar Andrés Rodríguez, dirigentes sindicais e agrupamentos sociais, candidatos à Presidência e representantes diplomáticos, e comunicará a eles o resultado dessas gestões.
O resultado já é de certa forma conhecido, dado que Insulza afirmou ontem em Tegucigalpa que os que "romperam a ordem constitucional" em Honduras no domingo passado "não têm intenção de reverter essa situação". A OEA não reconhece o novo governo, de Roberto Micheletti.

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Foto: Reuters 








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