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 Coreia do Norte lança quarto míssil e aumenta tensão na Ásia
02 de julho de 2009 11h18 atualizado às 12h13

Sul-coreano assiste a transmissão de TV com imagens do lançamento do míssil, na Estação Ferroviária de Seul. Foto: AP

Sul-coreano assiste a transmissão de TV com imagens do lançamento do míssil, na Estação Ferroviária de Seul
Foto: AP

O lançamento do quarto míssil de curto alcance em um teste realizado pela Coreia do Norte nesta quinta-feira aumentou ainda mais as tensões no leste da Ásia, que já eram muito fortes por causa dos testes anteriores e das ameaças de ampliar seu arsenal atômico, em resposta às sanções da ONU contra o país.

A Coreia do Norte disparou dois mísseis antinavio para fora de sua costa leste entre 17h20 e 18 horas (5h20 e 6 horas de Brasília), que percorreram cerca de 100 km até cair no mar, informou uma autoridade do setor de defesa da Coreia do Sul.

Um terceiro míssil foi lançado após aproximadamente duas horas. Pouco depois, a agência de notícias sul-coreana Yonhap noticiou o lançamento de um quarto projétil.

Um diário sul-coreano informou que a Coreia do norte, governada por um regime fechado, pode também vir a testar mísseis de médio alcance em questão de dias.

A ONU impôs sanções à Coreia do Norte depois de o país ter realizado um teste nuclear em 25 de maio. Analistas dizem que a aplicação das sanções, cujo objetivo é conter o comércio norte-coreano de armas, vai depender fortemente da China, seu parceiro comercial e maior fonte de ajuda.

O Japão condenou rapidamente o lançamento de mísseis. O país integra um grupo de seis nações que mantêm negociações com os norte-coreanos para pôr fim a seu programa nuclear, atualmente suspensas.

"Já vínhamos alertando que tal ato de provocação não é benéfico para o interesse nacional da Coreia do Norte", disse o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, segundo a agência local de notícias Kyodo.

Os lançamentos de mísseis de curto alcance ocorreram depois do horário de fechamento dos mercados financeiros da região, mas investidores no Leste da Ásia já estão acostumados com essas ações norte-coreanas e tendem a não se deixar afetar pela tensão regional.

Analistas dizem que eles provavelmente entrariam em pânico somente se houvesse um conflito militar na península coreana, onde 2 milhões de soldados estão distribuídos ao longo da fronteira entre as duas Coreias, uma das mais fortemente armadas do mundo.

Aumento das sanções
O governo norte-americano informou esta semana que reforçou seu controle sobre empresas ligadas ao lucrativo negócio de proliferação de mísseis desenvolvido pela Coreia do Norte ¿ uma grande fonte de renda para esse país empobrecido. Os Estados Unidos também enviaram à Ásia, para conversações, seu encarregado dos assuntos relacionados a sanções.

A China informou nesta quinta-feira que está mandando seu enviado para os quatro países que integram o grupo de negociações sobre o programa nuclear norte-coreano, do qual também fazem parte a Coréia do Sul, Japão, EUA, Rússia. O outro membro, a própria Coreia do Norte, não está no itinerário do representante chinês.

"A China tem consistentemente defendido o diálogo e a consulta, e a obtenção da desnuclearização da península coreana por meio do processo de conversações do grupo de seis países", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Qin Gang, falando a jornalistas.

O diário sul-coreano JoongAng Ilbo havia antecipado, citando fontes na inteligência da Coreia do Sul, que o Norte provavelmente lançaria mísseis de curto e médio alcance no início de julho.

Reuters
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  1. Sul-coreano assiste a transmissão de TV com imagens do lançamento do míssil, na Estação Ferroviária de Seul

    Foto: AP

  2. O governo norte-coreano disparou dois mísseis de curto alcance nesta quinta-feira

    Foto: AP

  3. Teste de mísseis teve forte repercussão na Coréia do Sul

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