"Uma das razões pelas quais não utilizamos essa nomenclatura é que a palavra ''guerra'' se refere a conflitos entre Estados, e o terrorismo não se deriva necessariamente desse tipo de relação", disse Napolitano em entrevista ao jornal britânico "Financial Times".
Segundo a funcionária americana, a opinião mais comum na atual Administração é a de que "não deveríamos viver aterrorizados, mas deveríamos falar em termos de preparação e capacidade de resposta e rápida recuperação" contra eventuais ataques terroristas.
Em março, a Casa Branca negou as informações sobre um memorando interno que proibiria o uso da expressão "guerra contra o terrorismo".
No entanto, o próprio Obama evitou cuidadosamente o uso dessa expressão, que muitos funcionários americanos consideram legalmente problemática e politicamente contraproducente.
Napolitano, que chegou na segunda-feira a Londres, disse que pretende aprender com seus interlocutores britânicos e de outros países maneiras de minimizar o risco de ataques e melhorar a capacidade de resposta pública a ações terroristas.
A secretária de Segurança Interior também qualificou de exageradas as recentes advertências do ex-vice-presidente americano Dick Cheney sobre o risco de fechar a base americana de Guantánamo.
Cheney afirmou que a medida aumentaria o risco de atentados terroristas contra os Estados Unidos.

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