A americana Amanda Knox conversa com o advogado Carlo della Vedova antes do início de audiência de seu julgamento, em Perugia
Foto: AP
Advogados de defesa da estudante americana Amanda Knox disseram, neste sábado, que as circunstâncias da morte da britânica Meredith Kercher são uma "cópia de carbono" de roubos seguidos de morte cometidos anteriormente por Rudy Guede, 22 anos, um andarilho marfinense condenado em outubro do ano passado a 30 anos de prisão.
A promotoria acredita que a vítima tenha sido morta em um jogo sexual, com a participação de Amanda e do então namorado italiano Raffaele Sollecito. Meredith foi encontrada morta em seu quarto com um corte no pescoço, do dia 2 de novembro de 2007, em Perugia, na Itália.
Outra testemunha, ouvida em março, disse ter ouvido gritos de mulher na noite do crime. Além disso, a promotoria disse que uma faca de cozinha encontrada no apartamento de Sollecito era compatível com a usada para cortar o pescoço de Meredith. A faca tinha indícios do DNA da vítima na lâmina e do de Amanda no cabo.
Amanda e o ex-namorado negam envolvimento com o crime. Segundo afirmou a americana em seu depoimento, ela passou a noite do crime na casa do namorado e só voltou ao apartamento que dividia com Meredith na manhã seguinte. Ao chegar, disse que encontrou a porta da rua aberta e a do quarto da colega trancada. Além disso, Amanda teria percebido sangue seco na pia e no tapete do banheiro.
Ela afirmou que voltou à casa do namorado, a quem contou o que tinha acontecido e ligou para a polícia. Os dois só teriam retornado ao apartamento quando os investigadores já tinham chegado ao local.
Com informações da agência AP.
- Redação Terra





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