Palau aceitou receber 17 presos chineses do centro de detenção dos Estados Unidos em Guantánamo
Foto: AP
A remota nação de Palau, no Pacífico Sul, aceitou nesta quarta-feira receber os 17 presos chineses do centro de detenção dos Estados Unidos em Guantánamo, em Cuba, informou a rádio da Nova Zelândia.
O presidente de Palau, Johnson Toribiong, disse que a medida é um gesto humanitário para evitar que os reclusos sejam devolvidos à China, onde serão perseguidos por ser membros de um grupo separatista da etnia muçulmana dos uigur.
Na semana passada, Washington pediu que sua ex-colônia recebesse os presos chineses pela rejeição da oposição republicana de que fossem presos nos EUA depois do iminente fechamento de Guantánamo.
Em 2004, o Pentágono concluiu que os 17 presos uigures não eram "combatentes inimigos", mas os manteve presos à espera que um terceiro país os desse refúgio.
Há um ano, o governo chinês rejeitou que os uigures fossem enviados ao Canadá, que tinha se oferecido para recebê-los, e a União Europeia (UE) também se ofereceu após a mudança na política do governo americano.
Se voltassem à China, os 17 réus, detidos no Afeganistão em 2001, enfrentariam uma condenação à pena de morte por pertencer ao Movimento de Libertação do Turquestão Oriental, tachado de grupo terrorista por Pequim.
A organização defende a independência da região de Xinjiang, dominada por muçulmanos descendentes dos turcomanos e que contém enormes reservas de recursos naturais depredadas pela etnia majoritária chinesa, segundo os uigures.
A China nega qualquer tipo de perseguição contra essa minoria muçulmana e reitera que os EUA devem entregar-lhes os presos para que sejam julgados em seu país.
Palau, uma diminuta república insulana de apenas 20 mil habitantes situada 800 km ao leste das Filipinas no Pacífico Sul, vive fundamentalmente do turismo, após alcançar em 1994 sua independência formal dos Estados Unidos.

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