Vários membros do governo do Reino Unido manifestaram apoio ao primeiro-ministro, Gordon Brown, que fará um reajuste do gabinete após sofrer na noite desta quinta-feira um duro golpe com a renúncia do ministro de Trabalho e Previdência, James Purnell.
Enquanto espera os resultados das eleições municipais na Inglaterra, nas quais o Trabalhismo de Brown corre o risco de sair como o grande perdedor, o líder da Câmara dos Comuns e uma das principais autoridades do partido, Harriet Harman, disse hoje que a legenda apoiará o chefe do governo.
"Se James Purnell quer tomar a decisão de sair do governo, então problema dele, mas não tem direito de dizer que o primeiro-ministro também deve sair, e ele não sairá", afirmou Harman à emissora GMTV após se reunir, no início da manhã de hoje, com Brown na residência oficial de Downing Street.
O ministro da Economia, Alistair Darling, permanecerá na pasta, enquanto o titular de Saúde, Alan Johnson, migrará para o ministério do Interior, substituindo Jacqui Smith.
Outro que expressou apoio a Brown foi o ministro de Empresas, Peter Mandelson, que permanecerá no cargo. Ele ressaltou que o Governo está "firmemente" atrás do primeiro-ministro.
O chanceler britânico, David Miliband, que deve permanecer na pasta de Exteriores, admitiu hoje que não concorda com a decisão de Purnell.
Já o titular de Cooperação Internacional, Douglas Alexander, afirmou que o ex-ministro de Trabalho e Previdência tomou a decisão de deixar o Governo após refletir seriamente, mas acrescentou que outros colegas do Executivo não compartilham a opinião de que o premiê deva deixar o posto.

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