O candidato à presidência de Guiné-Bissau Baciro Dabó, que concorreria nas eleições de 28 de junho, foi assassinado a tiros nesta sexta-feira. A notícia foi divulgada por uma rádio pública local.
A emissora assinalou que o candidato foi assassinado por "homens armados não identificados" que invadiram sua casa no começo da manhã de desta sexta-feira (horário local) e o balearam várias vezes.
A rádio privada senegalesa RFM lembrou que Dabó deixou recente o cargo de ministro de Administração Territorial do governo liderado pelo atual primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, para apresentar-se às eleições.
A emissora também indicou que Dabó era muito próximo politicamente ao anterior presidente, João Bernardo Vieira, assassinado por militares no dia 2 de março.
As eleições presidenciais foram convocadas após os assassinatos, no começo de março, de Vieira e do chefe das Forças Amadas, general Batista Tagme Na Wai, que colocaram o país, um dos mais instáveis e pobres da África Ocidental, em uma situação crítica.
Vítima de um atentado a bomba que destruir parcialmente a sede do Estado-Maior, o general Tagme Na Wai morreu em 1º de março à noite, enquanto Vieira foi assassinado na madrugada do dia seguinte por um grupo de militares.
As eleições teriam de acontecer num prazo anterior a 60 dias da morte do presidente, mas tiveram de ser adiadas até o dia 28 de junho porque o país não tinha condições de organizar um pleito nesse período de tempo.
Desde sua independência de Portugal, em 1974, Guiné-Bissau sofreu uma série de golpes de Estado e de enfrentamentos entre facções rivais do exército.

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