Não foi possível determinar exatamente de onde veio este último grupo que desembarcou em Lampedusa, mas as últimas levas que chegaram ao território italiano vinham do norte da África.
A polícia desta ilha situada ao sul da Sicília informou que os 275 imigrantes estavam num barco de pesca e foram levados para um centro de triagem.
Outros 250 imigrantes já se encontram no local de triagem, aguardando transferência para o continente, enquanto as autoridades examinam o destino que será dado a eles. A maioria costuma ser encaminhada de volta a seus países.
O governo italiano acredita que a maioria dos ilegais parte da Líbia e por isso está tentando chegar a um acordo com Khadafi para interromper este fluxo.
A Itália já assinou um acordo neste sentido com a Albânia, que assegura apoio à marinha local para patrulhas as áreas da costa e impedir as travessias marítimas com destino ao litoral italiano.
O controle de imigrantes é um assunto polêmico na Itália, a exemplo de outros países da Europa Ocidental. Em 2002, o primeiro-ministro Berlusconi conseguiu a aprovação no Parlamento de uma lei que facilita a expulsão de imigrantes ilegais.
Entre os ilegais, além daqueles que tentam permanecer na Italia, outros esperam utilizar o território italiano para chegar a outros países do norte da Europa onde seus parentes ou amigos já se encontram estabelecidos.
Antes de embarcar para a Líbia, Berlusconi esteve reunido com o ministro do Interior, Giuseppe Pisanu, para discutir os pontos que iria tratar com o governo italiano. Uma declaração oficial divulgada logo após o encontro dizia que o governo italiano pretende reforçar as medidas de controle da imigração.
No princípio deste mês, o ministro do Interior disse que o número de imigrantes ilegais que chegam ao sul da Itália caiu em cerca de 50 por cento no ano passado.
Segundo o ministro, 9.985 imigrantes chegaram ao litoral italiano, entre julho de 2003 e junho de 2004. Nos doze meses anteriores a este período, o total chegou a 19.294.
(Por Philip Pullella; edição Andrea Gerlin; e-mail:philip.pullella@reuters.com; Reuters Messaging: philip.pullella.reuters.com@reuters.net ))

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