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 Londres: não há provas de uma "ameaça específica"
05 de agosto de 2004 11h23

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O governo britânico insistiu hoje que não possui provas de uma ameaça específica da Al-Qaeda contra o Reino Unido, em resposta a informações jornalísticas sobre um plano dessa rede terrorista para atacar o aeroporto londrino de Heathrow. "Se tivéssemos evidências de uma ameaça específica, diríamos a todo o mundo. Agora, a situação é que não há provas", declarou Peter Hain, líder da Câmara dos Comuns e ministro do Gabinete do chefe do governo, Tony Blair.

Hain fez este comentário depois que The Times publicou hoje que um dos 13 suspeitos detidos na terça-feira em várias operações antiterroristas na Inglaterra é o chefe da Al-Qaeda neste país e planejava um atentado contra Heathrow. O jornal britânico, que cita fontes dos serviços de inteligência do Paquistão, afirma que o suposto terrorista se chama Abu Musa Al-Hindi e recebia "ordens diretas" do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden.

Em uma entrevista com a emissora pública BBC Rádio 4, o líder dos Comuns negou comentar a notícia e ressaltou que o governo está constantemente em alerta. "O que é vital, por enquanto, é que apoiemos o esforço antiterrorista das forças de segurança, e permaneçamos alerta, não alarmados, com o objetivo de impedir que a Al-Qaeda atue", disse o ministro. "Precisamos que o público nos respalde", reiterou o líder dos Comuns, ao ressaltar que o apoio da cidadania tornará o trabalho da polícia "mais fácil".

A Scotland Yard também rejeitou fazer comentários sobre a informação divulgada hoje por The Times.

EFE
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