Uribe é um firme aliado de Washington na luta contra as drogas, e o governo do presidente George W. Bush elogiou em numerosas ocasiões a atuação da polícia e os militares colombianos na luta contra os traficantes e a guerrilha. "O relatório (da DIA, sigla em inglês), datado de 23 de setembro de 1991 e obtido sob a Lei de Liberdade de Informação, indica que o então senador Uribe, de Antioquia, estava dedicado na colaboração com o cartel de Medellín em altos níveis do governo", segundo o jornal.
O documento da DIA qualifica Uribe como "um amigo pessoal e próximo" do então chefe do cartel de Medellín, Pablo Escobar, e acrescenta que participou dos esforços deste para obter uma cadeira como membro auxiliar do Congresso. Além disso, o relatório da DIA sustenta que Uribe estava vinculado com um negócio, não identificado, relacionado com o contrabando e distribuição de narcóticos nos EUA, e que quando era senador se opôs à extradição de narcotraficantes a esse país.
O documento da DIA sustenta que Alberto Uribe, o pai do agora presidente, foi assassinado por seus vínculos com a droga. O porta-voz de Uribe, Ricardo Galán, disse ao Times que em 1991 Uribe estava estudando em Harvard e que jamais teve negócios nos EUA. Acrescentou que o pai do presidente Uribe foi morto por guerrilheiros que tentaram seqüestrá-lo.

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