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 AI encontra provas de que Israel usou arma proibida em Gaza
19 de janeiro de 2009 16h07 atualizado às 16h57

Uma delegação da Anistia Internacional (AI) encontrou provas que demonstram o uso "indiscriminado" de fósforo branco por parte do exército israelense em Gaza, o que qualificou de "crime de guerra", informou nesta segunra-feira a EFE.

A AI, que enviou uma delegação ao território palestino com o objetivo de obter provas do uso dessa substância, afirmou hoje em comunicado que o fósforo branco é "altamente incendiário" e "explode ao contato com o ar".

Um membro dessa delegação, Christopher Cobb-Smith, explicou que essa substância é usada para "levantar uma cortina de fumaça a fim de ocultar o movimento de tropas no campo de batalha", mas tem um efeito "expansivo" e "nunca deveria ser usada em áreas civis".

Segundo a AI, cada projétil de artilharia de 155 mm dotado de 116 cunhas impregnadas de fósforo branco que explode ao contato com o oxigênio pode se espalhar, dependendo da altura e das condições do vento, por uma área do tamanho de um campo de futebol.

As provas encontradas pela organização incluem cunhas e restos de projéteis espalhados por prédios residenciais, muitos dos quais foram incendiados no domingo.

A AI afirma que um dos lugares mais afetados pelo uso da substância foi a escola que as Nações Unidas mantinham aberta em Gaza e que foi atingida por três projéteis que continham fósforo branco em 15 de janeiro.

Estes projéteis explodiram perto de alguns caminhões carregados de combustível e causaram um grande incêndio que destruiu toneladas de ajuda humanitária, afirmou a organização.

No mesmo dia, outro projétil com fósforo branco atingiu um hospital de Gaza e causou um segundo incêndio que obrigou à evacuação dos pacientes.

"Esta arma foi usada em bairros residenciais densamente povoados de forma indiscriminada", criticou, por sua parte, Donatella Rovera, representante da AI em Israel e nos territórios palestinos ocupados.

EFE
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