Obama discursa em frente à estátua de Lincoln
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Em pronunciamento diante de milhares de pessoas no Memorial Lincoln, em Washington, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, citou mais uma vez os fundadores para enfatizar a luta necessária para tirar o país da crise. Sem citar os nomes mas apontando para os memoriais próximos ao local do discurso, ele citou os presidentes George Washington, Abraham Lincoln e Franklin Roosevelt como americanos que ajudaram a fazer uma nação forte.
Obama pediu união e disse que é nas horas difíceis que os Estados Unidos demonstram ser uma grande nação. "Não há dúvidas de que a estrada será longa, que a escalada será íngreme, mas não vamos nos esquecer que o caráter da nação aparece não nas horas de conforto, mas nos momentos difíceis", disse. O presidente eleito já havia feito um pronunciamento semelhante ontem, na Filadélfia, um pouco antes de embarcar rumo a Washington.
Em Washington, o curto discurso aconteceu no intervalo dos shows que marcam o início das celebrações da posse, que culminarão na próxima terça-feira. "No curso da nossa história, apenas poucas gerações foram confrontadas com desafios tão sérios como os que temos pela frente. Nossa nação está em guerra. Nossa economia está em crise", disse Obama. "Eu peço que vocês me ajudem a resgatar esse caráter - o mesmo dos nossos fundadores - de volta ao nosso país".
União pelo país
Obama enfatizou a necessidade de união. "Se conseguirmos reconhecer uns aos outros e nos unir, não somente recuperaremos a esperança, mas também, talvez, melhoraremos nosso país", disse. O presidente eleito afirmou que está "esperançoso como sempre" de que poderão ser superadas. "Não vou fingir que será fácil combater qualquer um destes desafios. Pode demorar mais de um mês ou de um ano, provavelmente muitos. Ao longo do caminho haverá passos em falso", sustentou.
"O que me dá esperança são vocês", afirmou Obama, que será o primeiro negro a assumir a presidência dos Estados Unidos. "Suas vozes são as que levarei todos os dias para o Salão Oval (da Casa Branca). As vozes dos homens e mulheres com histórias diferentes mas esperanças comuns, que só querem o que nos foi prometido: poder fazer com nossas vidas o que quisermos e que nossos filhos cheguem mais longe que nós", acrescentou o presidente eleito.
Abaixo de zero
Muitos dos presentes tinham desafiado o frio próximo a 0ºC para se aproximar da área onde foi realizado o show. A polícia tinha advertido que se o recinto atingisse a capacidade máxima fecharia o acesso, algo que aconteceu meia hora antes do começo do evento, por volta das 14h30 (17h30 de Brasília). O evento contou com estrelas como Bruce Springsteen, Shakira, Stevie Wonder e James Taylor.
Personalidades como o golfista Tiger Woods, o político Martin Luther King III e os atores Denzel Washington e Tom Hanks leram passagens históricas no ato, com o qual começaram os quatro dias de festejos na capital dos EUA para comemorar a posse do novo presidente. A festa teve um prelúdio ontem com um trajeto de trem de Obama desde a Filadélfia, onde foi redigida a Constituição dos EUA, até Washington.
Agenda
Mais cedo neste domingo, Obama fez uma visita ao Túmulo do Soldado Desconhecido, no Cemitério Nacional de Arlington, em Washington, onde deixou uma coroa de flores. Obama estava acompanhado de Joe Biden, e do comandante do Distrito de Washignton das Forças Armadas, general Richard Rowe. Na entrada do cemitério, Obama foi aplaudido pelos visitantes. Um pouco antes, ele deu uma rápida passada na Blair House, a residência de oficial de hóspedes do chefe de Estado americano.
Amanhã, Obama e Biden devem participar junto a suas famílias em uma série de atos de voluntariado para comemorar o Dia de Martin Luther King, o grande defensor dos direitos civis. Obama completará esta segunda-feira seu último dia como presidente eleito com três jantares em homenagem a personagens que, de acordo com sua equipe, contribuíram para superar as divisões entre os partidos: seu rival republicano nas eleições, John McCain; o ex-secretário de Estado Colin Powell e o próprio Biden.
Na terça-feira, o futuro líder será recebido pelo presidente em fim de mandato, George W. Bush, na Casa Branca, antes de ir para o Capitólio para o juramento do cargo, para o qual será usada a Bíblia utilizada por Lincoln.
Com agências internacionais
- Redação Terra

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