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Argentina é líder do IDH na América Latina

15 de julho de 2004 09h01

Apesar do relatório, os argentinos protestam quase que semanalmente contra a política local. Foto: AP

Apesar do relatório, os argentinos protestam quase que semanalmente contra a política local
Foto: AP

Apesar da crise econômica, a Argentina continua sendo o país da América Latina com desenvolvimento humano mais alto. Segundo o Relatório 2004 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), elaborado com dados de 2002, a Argentina tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,853, quatro centésimos acima do registrado no ano anterior (0,849).

O país ocupa a posição de número 34 no mundo e supera as outras nações latino-americanas que o PNUD considera também terem um "desenvolvimento humano alto", como Chile (43º luar no ranking), Costa Rica (45º), Uruguai (46º), Cuba (52º) e México (53º). O bom desempenho argentino deve-se, entre outros aspectos, à esperança de vida (74,1 anos) e a uma taxa de alfabetização de adultos (maiores de 15 anos) de 97%.

A Argentina se mantém na primeira posição apesar de seu PIB por habitante ter sido de US$ 10.880, o que reflete uma queda nesse critério pelo terceiro ano consecutivo. A renda per capita argentina, que em 2000 foi de US$ 12.377 já havia caido em 2001 para US$ 11.320. A baixa acumulada em 36 meses de US$ 1.497 reflete a crise econômica, que teve seu ponto culminante em dezembro de 2001, quando o governo do país declarou moratória de sua dívida com credores privados.

De acordo com o último Relatório do PNUD, 20% da população mais pobre da Argentina controlavam em 2001 apenas 3,1% da renda e do consumo, enquanto os 20% mais ricos acumulavam 56,4% do total da renda e do consumo, o que ilustra a concentração da riqueza no país. No período 1990-2002, 3,3% dos argentinos viviam com uma renda inferior a US$ 1 por dia, enquanto 14,3% tinham menos de US$ 2 diários. Outro dos indicadores considerados pelo PNUD é o da dívida externa. Em 1990, o serviço total da dívida argentina eqüivalia a 4,4% do PIB, índice que em 2002 subiu para 5,7%.

A Noruega, com um IDH de 0,956, ficou em primeiro lugar no ranking deste ano, que inclui 177 países. O país com pior colocação foi Serra Leoa, com um índice de 0,273.

EFE
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