A comissária de Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, disse nesta segunda-feira que "espera" que os representantes diplomáticos dos 43 países que integram a União pelo Mediterrâneo reunidos em Marselha cheguem a um acordo sobre a sede do Secretariado euro-mediterrâneo.
A afirmação de Benita ocorreu antes da reunião no Palácio de Pharo, em Marselha, com os ministros de Assuntos Exteriores da União Européia (UE) e com o alto representante para Política Externa e Segurança Comum europeu, Javier Solana, que antecede a conferência ministerial da União pelo Mediterrâneo que começará hoje às 16h.
A comissária reconheceu que, "por enquanto, ainda não há" consenso sobre qual deve ser a sede do Secretariado permanente da União pelo Mediterrâneo, à qual aspiram Barcelona (Espanha) e a ilha de Malta.
"Os ministros sabem que seria muito importante ter uma solução hoje", declarou a comissária européia.
A decisão da Tunísia, divulgada na última sexta, de renunciar a sua candidatura para abrigar a sede do Secretariado da União pelo Mediterrâneo apareceu, em um primeiro momento, para abrir caminho para Barcelona, que conta com mais possibilidades que Malta, a outra candidata oficialmente em disputa, ou para própria Marselha, que ameaçou se apresentar como candidata.
No entanto, Barcelona ainda pode enfrentar concorrentes de última hora, como alguma outra possível candidatura de Egito ou Jordânia, ou até a possibilidade de, em falta de consenso, a sede acabar indo para Bruxelas.
Em qualquer caso, a escolha da sede é apenas mais um dos assuntos de negociação prévia à cúpula, de modo que a decisão sobre qual será a simbólica capital euro-mediterrânea será condicionada à resolução de outros empecilhos.
Outros temas ainda em discussão são a eleição do secretário-geral da União pelo Mediterrâneo, o papel da Liga Árabe no processo euro-mediterrâneo - motivo de disputa entre árabes e israelenses - e a declaração política que sairá da conferência ministerial de Marselha.

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