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Museu na Tailândia exibe fetos mal formados

17 de outubro de 2008 10h02 atualizado às 16h33

Feto bicéfalo conservado em formol é uma das atrações do museu montado pelo departamento de medicina legista do Hospital Siriraj de Bangcoc . Foto: EFE

Feto bicéfalo conservado em formol é uma das atrações do museu montado pelo departamento de medicina legista do Hospital Siriraj de Bangcoc
Foto: EFE

Múmias de assassinos executados, fetos mal formados e órgãos conservados em formol são algumas das atrações de um macabro museu tailandês, visitado por estudantes e turistas como se fosse uma casa dos horrores.

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O fascinante e ao mesmo tmepo sinistro lugar, montado pelo departamento de medicina legista do Hospital Siriraj, fica no coração de Bangcoc, às margens do rio Chao Phraya e muito perto de alguns dos mais belos templos da Tailândia.

Um dos hóspedes mais distintos é o cadáver mumificado de cera de Se-Oui, um psicopata chinês que matava crianças e depois as comia.

Este "Hannibal Lecter" tailandês se alimentava de pessoas "porque amava comer órgãos de humanos, e não porque tinha fome", ilustra um texto explicativo.

O museu dos horrores exibe também o vestido manchado de sangue de uma vítima, chamada Nualchawee, assim como a faca com a qual foi assassinada, e seu diário.

Um número crescente de estrangeiros chegam ao local com uma mistura de fascínio e repugnância ao museu, que por enquanto não está incluído nos itinerários dos guias turísticas junto com os templos, palácios e mercados gastronômicos.

"Em minha vida, nunca vi algo parecido", explica Daniel Brown, um turista britânico de 25 anos.

"Minha namorada me falou deste lugar e, após vários dias visitando templos, decidimos vir", continua o jovem, que admite que não é capaz de manter o olhar perante alguns dos fetos e órgãos expostos.

Feito para a instrução de jovens médicos, o museu é dividido em seis partes dedicadas a patologias, medicina legista, parasitologia, anatomia, história da ciência tailandesa e pré-história.

No museu legista são exibidos objetos e fotografias de homicídios, suicídios e acidentes mortais, assim como caveiras, ossos, esqueletos e órgãos dissecados, que foram testemunhas de trágicas histórias.

Os objetos mais venerados são os instrumentos médicos com os quais se fez a autópsia do monarca Ananda Mahidol ou Rama VIII, irmão do atual rei Rama XIX e assassinado com um tiro em 1946 em circunstâncias ainda desconhecidas.

Alguns visitantes ficam extasiados, outros se assustam e os mais novos gritam diante dos fetos bicéfalos ou deformados.

A seção dedicada à parasitologia recria os efeitos da elefantíase, que se manifesta no agigantamento de partes do corpo humano, tal como mostrou o diretor David Lynch em seu filme O Homem Elefante.

O Museu Anatômico Congdon, em homenagem ao médico Edgar Davidson Congdon, inclui uma mostra da dissecação de um corpo, do sistema nervoso, do sistema arterial e dos músculos, entre instrumentos médicos e estantes repletas de objetos de laboratório e frascos que lembram os experimentos de Josef Mengele.

"Não me parece aterrorizante. Eu trouxe meus filhos para que aprendam sobre medicina e parasitologia. Há também um espaço especial dedicado aos tsunamis", afirma Arkorn Rodkantook, um tailandês de 37 anos que visitou o museu junto com a mulher e os dois filhos adolescentes.

"Com todo o sangue e violência que há na televisão e no cinema, os cadáveres daqui não deveriam assustar ninguém", ressalta.

Por 40 bat (pouco mais de um euro ou US$ 1,34), preço da entrada, turistas e curiosos viverão uma experiência difícil de esquecer ao descobrir o que se esconde por trás da natureza humana.

EFE
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