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Hitler pode ter vivido e morrido no Paraguai

08 de maio de 2004 15h16 atualizado às 15h16

O ditador Adolf Hitler pode ter vivido seus últimos anos de vida no Paraguai, sob proteção de Alfredo Stroessner. A hipótese é defendida pelo historiador Mariano Llano, em seu livro Hitler e os nazistas no Paraguai.

De acordo com a versão mais conhecida sobre a morte de Hitler, ele e sua mulher Eva Braun se suicidaram em 30 de abril de 1945, em Berlim, quando a cidade foi dominada pelas tropas russas. No entanto, o historiador Llano afirma que Hitler conseguiu enganar as forças aliadas e viajar de submarino até as costas argentinas onde teria recebido respaldo da comunidade alemã e do então coronel Juan Domingo Perón.

O historiador assegura que tanto Perón como Stroessner eram admiradores do Fuhrer. O ex-mandatário paraguaio outorgou nos anos 50, 60 e 70 ajuda e amparo a ex-oficiais alemães considerados criminosos de guerra como Martin Bormann e Eduard Roschmann. Este último, inclusive, conhecido como "O açougueiro de Riga", morreu de um ataque ao coração num hospital público local em 1977.

Outro protegido de Stroessner foi o médico Joseph Mengele quem depois de obter a cidadania paraguaia ante a Corte Suprema de Justiça em 1958 viajou a São Paulo, onde morreu em 1979.

Para Llano, existem indícios claros de que Hitler, depois da queda de Perón na Argentina em 1955, ingressou a território paraguaio pela cidade Encarnación, fronteiriça com Pousadas, capital da província argentina Missões. Hitler teria estado vivendo em alguma das numerosas colônias de imigrantes alemães, nos arredores de Encarnación, até sua morte em 1974.

A obra de Llano contrasta com o conteúdo do livro Os nazistas no Paraguai, publicado nos anos 80 em Assunção pelo historiador e jornalista Alfredo Seiferheld, que não fez menção à suposta passagem de Hitler pelo país.

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