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Fotos da Nasa mostram destruição em Mianmar

07 de maio de 2008 11h31

Fotos da Nasa dos dias 15 de abril (acima) e 5 de maio mostram os efeitos da passagem do ciclone Nargis. Foto: Nasa/AP

Fotos da Nasa dos dias 15 de abril (acima) e 5 de maio mostram os efeitos da passagem do ciclone Nargis
Foto: Nasa/AP

Imagens de satélites da Nasa mostraram os efeitos causados pelo ciclone Nargis, que passou por Mianmar no último final de semana. As fotos, obtidas por meio de uma combinação da luz visível com a infravermelha, mostram a diferença da paisagem do país, principalmente no delta do rio Irrawaddy.

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As duas imagens mostram como as águas dos rios e do oceano (partes em azul) invadiram grandes áreas do país e devastaram regiões inteiras, deixando milhares de mortos e desaparecidos. Segundo a junta militar que governa Mianmar, mais de 1 milhão de pessoas perderam suas casas.

O balanço oficial provisório da catástrofe chega a 22 mil mortos e 41 mil desaparecidos. Segundo a Cruz Vermelha, este número já basta para transformar o Nargis no ciclone mais fatal no planeta desde 1991. De acordo com a ONG Save The Children, muito ativa em Mianmar, 40% das vítimas são menores de idade.

Ajuda difícil

Após a tragédia, vários países e organizações internacionais se mobilizaram para ajudar os birmaneses, mas vêm enfrentando dificuldades de entrar no país em função do regime fechado. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, exigiu nesta terça-feira que os militares aceitassem a ajuda internacional.

"É uma corrida contra o tempo. Agora nossa prioridade são os que ficaram", disse Andrew Kirkwood, diretor da Save The Children em Mianmar. "Precisamos de forma urgente de ajuda para localizar as crianças e as famílias sobreviventes". Apesar do esforço, cresce a frustração entre os membros as organizações humanitárias.

Os militares birmaneses, que exercem o poder com mão-de-ferro desde 1962, aceitaram na terça-feira o princípio de uma ajuda humanitária, em um gesto pouco comum em um dos países mais isolados do mundo. Porém, o regime explicou que os voluntários estrangeiros terão que negociar a entrada no país.

Cinco dias depois da passagem do ciclone, nenhum visto novo foi outorgado, afirmou nesta quarta-feira o porta-voz da ONU em Bangcoc, Richard Horsey. No entanto, ele afirmou esperar que a nomeação de um ministro birmanês responsável por examinar os pedidos e coordenar a ajuda internacional permita o avanço do procedimento.

Em Genebra, a Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU anunciou que a junta autorizou o desembarque de um avião com material de ajuda humanitária. A situação, urgente, se vê agravada pelo temor da propagação de doenças, segundo as autoridades do setor de saúde.

No momento, os moradores, com a ajuda de monges budistas, são os que tentam limpar as ruas e as estradas, com árvores caídas, pedaços de telhados e cabos elétricos. Testemunhas entrevistadas em Yangun afirmaram ter visto poucos oficiais nos trabalhos de emergência.

Com agências internacionais

Redação Terra