A sentença, no entanto, será examinada nas próximas horas, pela Corte de Apelações de Santiago. "Vamos apelar para obter a revogação do processo", declarou o advogado de Brady, Francisco Zúñiga, ao alegar a inocência do acusado.
Os 12 desaparecidos foram presos pelos militares que atacaram o Palácio governamental de La Moneda, onde Allende cometeu suicídio durante o golpe liderado pelo general Pinochet no dia 11 de setembro de 1973. Brady era chefe da guarnição militar de Santiago e sob suas ordens uma patrulha levou os assessores de Allende para o regimento Tacna, onde todos foram fuzilados segundo depoimentos ouvidos durante o processo.
O juiz Urrutia acusou Brady de ser "cúmplice" de um "seqüestro qualificado", já que os corpos dos prisioneiros nunca apareceram ou foram entregues aos familiares.
O general da reserva Luis Ramírez Pineda, que era chefe do regimento, permanece preso desde setembro do ano passado, quando o Chile obteve sua extradição da Argentina.
O ex-ministro de Pinochet também enfrenta um julgamento pelos fuzilamentos praticados pela "Caravana da Morte", uma comitiva militar que percorreu o Chile em outubro de 1973.
O general Pinochet, 88 anos, foi liberado das acusações no processo quando a Suprema Corte determinou, em julho de 2002, que sofria de uma demência moderada que o impede de se defender nos tribunais.

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