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Vaclav Klaus é reeleito presidente da República Checa

15 de fevereiro de 2008 14h29 atualizado às 15h32

O presidente Vaclav Klaus foi reeleito hoje em Praga para um segundo mandato de cinco anos à frente da República Checa, no terceiro turno eleitoral, anunciou o presidente da Câmara Baixa, Miloslav Vlcek.

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Klaus teve maioria de 141 votos dos parlamentares pelo sistema de votação de mão levantada, superando os concedidos ao adversário, o economista liberal Jan Svejnar, 55 anos, que contava com o apoio dos Verdes e dos social-democratas.

A candidata comunista Jana Bobosikova, 43 anos, havia retirado a candidatura. Extremamente liberal, anti-ecologista, avesso à maior aproximação com a Europa e conhecido por suas provocações, o presidente checo Vaclav Klaus ocupa a cena política do seu país desde a queda do comunismo em 1989.

Formado em economia, Klaus é adepto das teorias liberais do monetarista Milton Friedman e grande admirador da conservadora britânica Margaret Thatcher. É, além disso, feroz defensor "das liberdades individuais" e da luta contra qualquer regulação, seja a nível global ou local.

O atual presidente é conhecido também por negar veementemente a realidade do aquecimento global, classificando, em janeiro, de "erro trágico" as medidas de proteção do clima adotadas por Bruxelas.

Segundo ele, essas medidas representam "uma limitação inútil da atividade humana". Seguindo essa linha polêmica, o sexagenário afirmou recentemente, em um jornal do seu país, que não acredita que "o tabagismo passivo represente uma ameaça suficiente para justificar proibições, ordens ou regulamentos".

Grande defensor da "identidade nacional" checa e conhecido como um dos maiores "eurocéticos", sempre foi contra uma maior aproximação com a União Européia.

Klaus é, além disso, fundador e presidente do Partido Democrático Cívico (ODS, no poder) e permanece como líder da direita checa. Conservador até nos seus gostos artísticos, Klaus afirmou que estava pronto "para se amarrar e usar seu corpo como escudo" para evitar a construção da futurista Biblioteca nacional checa, concebida pelo arquiteto Jan Kaplicky.

A sua língua afiada e sua intransigência em relação aos seus adversários lhe valeram inúmeros inimigos. Nascido no dia 19 de junho de 1941 em Praga, Vaclav Klaus se formou na Escola Superior de Economia em 1963.

Em uma rara concessão na época, foi autorizado que estudasse no mundo capitalista, como a Itália e os Estados Unidos. Funcionário do Banco Central entre 1971 e 1986, liderou, após a "Revolução de Veludo" de novembro de 1989, a transformação econômica pós-comunista, com as privatizações e a passagem para a economia de mercado, ao lado do ex-dissidente Vaclav Havel, seu grande rival.

Nomeado em dezembro de 1989 ao posto de Ministro tcheco das Finanças, foi primeiro-ministro (1992-1997), líder da Câmara dos deputados (1998-2002) e finalmente presidente da República, após uma dura eleição em 2003. Casado com um economista de origem eslovaca, Livia, tem dois filhos e vários netos.

AFP
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