A prorrogação de 21 dias foi rejeitada por 229 votos a 191, com o apoio de 34 legisladores democratas que concordam em que a medida seja substituída por outra lei que outorga imunidade às empresas telefônicas que cooperem com as escutas telefônicas.
Na lei vigente, o Governo pode ouvir as ligações de qualquer pessoa fora dos Estados Unidos sem ordem judicial, desde que acredite que ela pode ser uma terrorista.
Antes da votação na câmara baixa, Bush tinha advertido que vetaria a extensão da lei, cuja vigência expira no próximo sábado.
"Neste momento, em alguma parte do mundo, os terroristas estão planejando novos ataques contra o nosso país (...) Para descobrir os planos do inimigo precisamos da cooperação das empresas de telecomunicações", disse Bush.
"Estas companhias não participarão se ficarem submissas a processos judiciais que possam lhes custar bilhões de dólares. Não nos ajudarão a proteger os Estados Unidos", acrescentou.
A intenção do Governo era que a Câmara de Representantes aprovasse um projeto do Senado que substitui a lei vigente que protege as empresas telefônicas que cooperam com o programa de vigilância iniciado após os atentados de 11 de Setembro.
Várias empresas de telecomunicações foram acusadas de violar o direito à privacidade dos americanos ao cooperar com o programa de vigilância sem ordem judicial aplicado por Bush.

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