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Presidente sérvio Boris Tadic é reeleito

03 de fevereiro de 2008 19h43 atualizado às 22h53

O presidente sérvio, Boris Tadic, reeleito hoje, segundo resultados oficiais provisórios, conseguiu encontrar um difícil equilíbrio entre sua postura pró-européia e su oposição à independencia do Kosovo, apoiada pela União Européia (UE).

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Tadic, 50 anos, apresentou-se como o abonador das reformas lançadas pelo primeiro-ministro Zoran Djindjic, assassinado em março de 2003, e estima que a Sérvia esteja numa "encruzilhada".

"Elejamos o desenvolvimento, a estabilidade e a via européia ou o retorno ao isolamento", insistiu Tadic durante sua campanha eleitoral.

Assim como grande maioria da classe política sérvia, o atual presidente considera "inaceitável" a independência do Kosovo, a província sérvia de maioria albanesa administrada pela ONU desde 1999.

Belgrado "não a aceitará jamais", insiste o candidato embora considere que esta situação não seja incompatível com a integração européia. "Só uma política de integração com a UE permitirá que a Sérvia se desenvolva", declarou.

Belgrado aceitou em novembro o Acordo de associação e estabilização com a UE, primeiro passo com vistas à integração da Sérvia na UE e Tadic espera assiná-lo logo.

Tadic preocupa-se também em manter boas relações com a Rússia, que apóia a Sérvia em sua oposição à independência do Kosovo. Nascido em 15 de janeiro de 1958 em Sarajevo, na Bósnia Herzegovina, Tadic é um ex-jogador de water polo que conserva a aparência de atleta, e dirige desde 2004 o Partido Democrático (DS), fundado por Zoran Djindjic no começo dos anos 90.

Ex-professor de psicología e pai de dois filhos derrotou no segundo turno das presidenciais de 2004 o ultranacionalista Tomislav Nikolic, que neste domingo voltou a ser seu adversário.

Depois de ter participado da queda do regime de Slobodan Milosevic em outubro de 2000, o DS controlou o governo até virar oposição, em 2004.

O DS formou um governo de coalizão com o Partido Democrático da Sérvia (DSS) do premier Vojislav Kostunica depois das últimas legislativas. Os detratores de Tadic o acusam de ser demasiado "brando" com os adversários políticos, sobretudo com Kostunica, a quem concedeu o cargo de primeiro-ministro embora o DSS tenha ficado apenas em terceiro lugar nas legislativas de 2007.

Tadic, que foi ministro de Telecomunicações com Djindjic e titular da Defesa depois do assassinato deste primeiro-ministro reformista, é partidário de uma cooperação total da Sérvia com o Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia.

Tadic foi também o primeiro presidente da Sérvia a comparecer a Srebrenica no dia 11 de julho de 2005, por motivo do décimo aniversário do massacre cometido ali - para prestar homenagem a cerca de 8 mil vítimas muçulmanas.

AFP
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