Notícias » Mundo » Mundo

 Chile diz não ter mais dados sobre desaparecidos
30 de novembro de 2003 20h31

O comandante-em-chefe do Exército chileno, general Juan Emilio Cheyre, assegura que a instituição não tem nem terá mais informação sobre os detidos desaparecidos durante a ditadura. Em uma entrevista publicada hoje pelo jornal "La Nación", o chefe militar reiterou além disso o compromisso do Exército para colaborar com a justiça nos processos por violações dos direitos humanos cometidas sob a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Cheyre foi enfático em assinalar que os dados sobre o paradeiro de 200 detidos desaparecidos que estavam no relatório que os militares entregaram à Mesa de Diálogo sobre direitos Humanos em 2001, é tudo que a instituição pôde obter sobre este tema. "Com grande esforço, obtivemos o que obtivemos e apresentamos tudo", disse, acrescentando que esse procedimento está esgotado e que não foi possível ir além.

O chefe militar assegurou que o Exército está colaborando ativamente no que denominou a segunda fase de um processo por esclarecer a verdade e que tem a ver com a entrega direta de informação aos tribunais. O general, que assumiu o comando do Exército em 10 de março de 2002, revelou que no ano 2001 trocou 683 documentos com os tribunais, número que subiu a 2 mil em 2002 e a 5.091 desde janeiro passado à presente data.

Cheyre revelou, além disso, que até o momento prestaram depoimento nos tribunais de Justiça 899 militares, dos quais 66 estão na ativa. "Esta é uma amostra de que se existe uma instituição comprometida em alcançar a verdade e a avançar nos processos, esta é o Exército", ressaltou.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.