Cheyre foi enfático em assinalar que os dados sobre o paradeiro de 200 detidos desaparecidos que estavam no relatório que os militares entregaram à Mesa de Diálogo sobre direitos Humanos em 2001, é tudo que a instituição pôde obter sobre este tema. "Com grande esforço, obtivemos o que obtivemos e apresentamos tudo", disse, acrescentando que esse procedimento está esgotado e que não foi possível ir além.
O chefe militar assegurou que o Exército está colaborando ativamente no que denominou a segunda fase de um processo por esclarecer a verdade e que tem a ver com a entrega direta de informação aos tribunais. O general, que assumiu o comando do Exército em 10 de março de 2002, revelou que no ano 2001 trocou 683 documentos com os tribunais, número que subiu a 2 mil em 2002 e a 5.091 desde janeiro passado à presente data.
Cheyre revelou, além disso, que até o momento prestaram depoimento nos tribunais de Justiça 899 militares, dos quais 66 estão na ativa. "Esta é uma amostra de que se existe uma instituição comprometida em alcançar a verdade e a avançar nos processos, esta é o Exército", ressaltou.

- EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.


Assista agora »
Assista agora »

