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 Disputa em Iowa coloca todos os holofotes nas bases eleitorais
02 de janeiro de 2008 16h48

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Num esforço de proporções recordes, dezenas de milhares de voluntários estão tocando campainhas, recrutando vizinhos, enchendo caixas de correio e dando telefonemas para ajudar seu candidato favorito à Casa Branca, no início da corrida presidencial norte-americana.

Agora, numa disputadíssima corrida em Iowa para a indicação à candidatura presidencial, a campanha que for mais bem-sucedida em conseguir levar aliados para os caucuses (as reuniões partidárias) de quinta-feira, quase certamente será vitoriosa.

"É um combate vizinho-a-vizinho, casa-a-casa", disse Gordon Fischer, ex-presidente do Partido Democrata de Iowa, que defende o senador Barack Obama. "Esta é de longe a maior participação de eleitores na história de Iowa", disse ele. "Tudo está elevado à décima potência."

Os principais pré-candidatos democratas —Obama, Hillary Clinton e John Edwards— vêm investindo pesado em sofisticados jogos de guerra. Do lado republicano, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney armou a maior organização. Seu principal adversário, o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee, está contando com a base de apoio religiosa e conservadora, através de igrejas e grupos sociais.

O peculiar processo dos caucuses em Iowa exige que os eleitores compareçam pessoalmente numa noite que promete ser gelada e se reúnam com vizinhos e amigos. Isso exige uma organização sólida para garantir o comparecimento. Detalhes contam muito, desde o uso de sofisticados dados demográficos até estratégias clássicas como arrumar babás, para que famílias com crianças possam votar, e transporte para os idosos.

Obama mantém 37 escritórios no Estado; Hillary Clinton tem 34, e Edwards, 25. As equipes tentam identificar os maiores defensores do candidato e garantir que eles votem. Isso sem contar as operações telefônicas, que usam centenas de voluntários.

A campanha de Edwards, por exemplo, entregou ou enviou pelo correio 200 mil exemplares de um livro de 80 páginas com suas propostas de governo, e formou clubes de leitura para que ele fosse lido e discutido.

A equipe de Hillary criou uma estratégia para que veteranos tragam um eleitor novo, e vai limpar o gelo e a neve em torno das seções eleitorais para facilitar o acesso para o caucus. Obama também aposta em pessoas que nunca participaram antes.

(Reportagem adicional de Ellen Wulfhorst e Deborah Charles)

Reuters
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