Agora, numa disputadíssima corrida em Iowa para a indicação à candidatura presidencial, a campanha que for mais bem-sucedida em conseguir levar aliados para os caucuses (as reuniões partidárias) de quinta-feira, quase certamente será vitoriosa.
"É um combate vizinho-a-vizinho, casa-a-casa", disse Gordon Fischer, ex-presidente do Partido Democrata de Iowa, que defende o senador Barack Obama. "Esta é de longe a maior participação de eleitores na história de Iowa", disse ele. "Tudo está elevado à décima potência."
Os principais pré-candidatos democratas —Obama, Hillary Clinton e John Edwards— vêm investindo pesado em sofisticados jogos de guerra. Do lado republicano, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney armou a maior organização. Seu principal adversário, o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee, está contando com a base de apoio religiosa e conservadora, através de igrejas e grupos sociais.
O peculiar processo dos caucuses em Iowa exige que os eleitores compareçam pessoalmente numa noite que promete ser gelada e se reúnam com vizinhos e amigos. Isso exige uma organização sólida para garantir o comparecimento. Detalhes contam muito, desde o uso de sofisticados dados demográficos até estratégias clássicas como arrumar babás, para que famílias com crianças possam votar, e transporte para os idosos.
Obama mantém 37 escritórios no Estado; Hillary Clinton tem 34, e Edwards, 25. As equipes tentam identificar os maiores defensores do candidato e garantir que eles votem. Isso sem contar as operações telefônicas, que usam centenas de voluntários.
A campanha de Edwards, por exemplo, entregou ou enviou pelo correio 200 mil exemplares de um livro de 80 páginas com suas propostas de governo, e formou clubes de leitura para que ele fosse lido e discutido.
A equipe de Hillary criou uma estratégia para que veteranos tragam um eleitor novo, e vai limpar o gelo e a neve em torno das seções eleitorais para facilitar o acesso para o caucus. Obama também aposta em pessoas que nunca participaram antes.
(Reportagem adicional de Ellen Wulfhorst e Deborah Charles)

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