"Não achamos que este caso tenha sido conduzido como deveria ter sido conduzido", declarou Rice durante uma audiência do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes. "Não desejamos, em absoluto, transferir alguém para um local onde possa ser torturado".
Maher Arar, nascido na Síria em 1970 e com cidadania canadense, é um engenheiro de computação detido em setembro de 2002 durante uma escala no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, de Nova York, em um vôo de retorno ao Canadá.
O Governo dos Estados Unidos qualificou Arar como membro do grupo terrorista Al Qaeda, e o manteve em confinamento solitário por quase dois anos. Durante esse período foi interrogado, mas foi negada a ele a assistência de um advogado.
Depois, os Estados Unidos deportaram Arar para a Síria, onde ficou detido quase um ano, mas não para o Canadá, onde tem seu domicílio legal. Arar declarou que foi torturado.
"Já comunicamos ao Governo do Canadá que não achamos que este caso tenha sido conduzido particularmente bem em termos de nossa relação e que tentaremos fazer as coisas melhor no futuro", disse Rice.
O Governo canadense eximiu Arar de todo vínculo com o terrorismo e outorgou a ele uma compensação de 10,5 milhões de dólares canadenses.
O Governo da Síria declarou que não tem conhecimento de vínculos de Arar com o terrorismo, mas seu nome e o de sua família permanecem na lista de suspeitos no país árabe.




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