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 China apresenta prováveis sucessores de líderes
22 de outubro de 2007 09h17 atualizado às 13h35

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Xi Jinping e Li Keqiang são os mais cotados para substituir o presidente e o premier chineses  Foto: Getty Images

Xi Jinping e Li Keqiang são os mais cotados para substituir o presidente e o premier chineses
22 de outubro de 2007
Foto: Getty Images

O Partido Comunista Chinês apresentou na segunda-feira a composição de sua nova liderança, incluindo dois dirigentes cotados para eventualmente suceder ao presidente Hu Jintao e ao primeiro-ministro Wen Jiabao.

Xi Jinping, 54 anos, atual dirigente de Xangai, e Li Keqiang, 52 anos, ex-chefe da província de Liaoning, ascenderam ao Comitê Permanente do Politburo, principal instância de poder no regime, com nove integrantes.

Xi tinha apenas 13 anos, e Li 11, quando começou a Revolução Cultural, que permitiu a Mao derrotar seus rivais, instaurando uma década de caos e terror.

Quando eram adolescentes foram enviados para os campos por Mao Tse-Tung junto com outros milhões de jovens chineses da cidade a partir de 1968, oficialmente para se juntarem ao povo, mas principalmente para que uma juventude turbulenta demais fosse subjugada.

Xi foi levado para a região de Shaanxi e Li, para a de Anhui, duas províncias pobres. No entanto, ao contrário de outros "jovens instruídos" que demoraram muito a voltar para a cidade, Xi Jinping, filho de um herói revolucionário vítima de perseguição política em 1962, e Li Keqiang, puderam retornar rapidamente.

Na opinião de Michel Bonnin, historiador, sinólogo e especialista no movimento de "jovens instruídos", esta geração "se viu profundamente marcada por uma experiência muito particular". Apesar de terem sido moldados pelo partido, Xi Jinping e Li Keqiang, podem apresentar "um estilo de governo sensivelmente diferente quando tiverem caminho aberto, ou seja, normalmente a partir de 2012", considera o sinólogo.

"As pessoas que conheceram a liberdade (apesar de manipulada) da Revolução Cultural, e depois a vida no campo, as profundas dúvidas sobre o sistema e, inclusive para alguns, a prisão (como o ministro do Comércio, Bo Xilai) não se sentirão bem em se fechar na monotonia ideológica e na ortodoxia política nas quais Hu Jintao se sente tão à vontade", afirmou.

Com agências internacionais

Redação Terra