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 Moradores de Berlim querem deter bordel gigante
17 de outubro de 2007 15h31

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Os planos de criar um bordel gigantesco em Berlim causaram tumulto, e os moradores locais estão lutando para que a prostituição seja proibida em seu bairro.

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A esquina da Kurfürstenstrasse e da Potsdamer Strasse, no bairro de Schöneberg, em Berlim, se tornou uma espécie de zona extra-oficial de prostituição, dominada por um "shopping sexo" de seis andares de altura chamado Love Sex and Dreams (LSD). Os proprietários desejam instalar um bordel com, 40 quartos na edificação - e isso causou consternação aos moradores e proprietários de negócios no bairro, que agora estão pedindo que a prostituição seja proibida em toda a área.

"Não temos coisa alguma contra a prostituição, com a qual nós sempre convivemos, aqui, mas nos opomos a sua expansão", disse Heidrun Abraham, membro da sociedade de amigos da Potsdamer Strasse e inimiga da criação do bordel, em entrevista ao jornal "Die Welt".

A prostituição é legal, na Alemanha, desde que as mulheres trabalhem por conta própria e não para cafetões. Berlim não tem proibições distritais às profissionais do sexo, que outras cidades usam para manter a prostituição - e quaisquer crimes a ela associados - confinados a uma parte da cidade.

Mas Ekkehard Band, o subprefeito dos bairros de Tempelhof e Schöneberg, sugeriu uma proibição à prostituição no distrito como forma de impedir a criação do bordel.

"Nós pretendemos empregar todos os meios legais... para impedir que o bairro degringole completamente", ele disse ao "Welt". "Os efeitos sociais do shopping sexo já são severos em toda a área".

Ele afirmou que a proibição à prostituição no bairro faria parte da pauta de uma assembléia de moradores que será realizada em 1° de novembro para discutir o problema.

Mas uma proibição como essa não tem precedentes em Berlim. Stephanie Klee, da Sociedade Alemã de Serviços Sexuais, disse a outro jornal, o "Tageszeitung", que uma proibição no bairro poderia levar à concentração do sexo profissional em outras áreas, criando uma zona de prostituição extensa, semelhante à notória Reeperbahn, de Hamburgo.

Klee disse que uma distribuição mais espalhada de bordéis de menor porte, em diversas áreas de Berlim, manteve os locais de trabalho da indústria do sexo relativamente livres de crimes. "Na Potsdamer Strasse, eles só demoraram demais a perceber o problema", ela afirma. "E agora estão com problemas para decidir como reagir".

Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME

Der Spiegel
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