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 China está aberta a diálogo e negociações com Taiwan
15 de outubro de 2007 11h58 atualizado às 15h40

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O governo chinês está disposto a dialogar e negociar sobre qualquer problema com os partidos políticos de Taiwan, "desde que reconheçam que as partes de ambas as margens do Estreito (de Formosa) pertencem a uma só China", afirmou hoje o presidente Hu Jintao.

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"A soberania e a integridade territorial da China são inalienáveis, e qualquer problema sobre o assunto deve ser submetido à decisão conjunta de todo o povo chinês", afirmou Hu diante dos 2,2 mil delegados reunidos no congresso do Partido Comunista da China (PCCh).

"Não permitiremos que Taiwan seja separado da pátria (chinesa) sob nome algum e de forma alguma", reiterou, após comentar as "atividades separatistas de forças que prejudicam o desenvolvimento pacífico das relações entre as duas margens".

Segundo Hu, "a reunificação é uma necessidade histórica que se tornará realidade desde que todos os chineses, tanto de dentro como de fora do país, se unam estreitamente e lutem juntos".

Ele reiterou no congresso do PCCh que "1,3 bilhão de pessoas no continente e 23 milhões de taiuaneses formam uma comunidade com o mesmo destino por consangüinidade".

Hu defendeu a realização de "consultas com base no princípio de uma só China para pôr fim oficialmente à hostilidade, alcançar um acordo de paz e estabelecer um marco para o desenvolvimento pacífico das relações".

Pouco antes, o também secretário-geral do PCCh comentou a intenção de impulsionar a prática do princípio "um país, dois sistemas" com Hong Kong e Macau, "que transbordam vitalidade" e "desempenham um importante papel na modernização do país".

"Culminar a reunificação pacífica por esse princípio corresponde aos interesses fundamentais da nação chinesa", acrescentou.

Hu pediu "aos compatriotas de ambas as margens" o fortalecimento dos contatos e das trocas econômicas e culturais, além de laços diretos em transporte, comércio e serviços postais.

Também é preciso "tornar mais profundos a cooperação e os esforços para materializar a grande revitalização da nação chinesa".

O presidente prometeu proteger com a lei os direitos legítimos "dos compatriotas taiuaneses" e o desenvolvimento econômico "da margem ocidental do Estreito" e de outras regiões de concentração de investimentos de empresários de Taiwan.

"Solucionar a questão de Taiwan e consumar a reunificação completa da pátria é um elo comum de todos os filhos da nação chinesa", ressaltou.

"Nunca vacilaremos na adesão ao princípio de uma só China, que constitui a base política para o desenvolvimento pacífico entre as duas margens do Estreito, nem renunciaremos aos esforços em prol dessa reunificação", ressaltou Hu.

O porta-voz do governo taiuanês, Hsieh Jyh-wey, rejeitou hoje a oferta de negociação do presidente chinês e respondeu aos comentários de Hu com críticas ao autoritarismo chinês e a negação do princípio de que Taiwan é parte da China.

"O povo de Taiwan pode se colocar junto ao povo chinês a favor da democracia e dos direitos humanos, mas dificilmente pode negociar a paz com um Governo que oprime o Tibete, mata seus próprios cidadãos e apóia o governo militar de Mianmar", disse Hsieh.

O porta-voz afirmou que na ilha não podem ser adotadas medidas que vão contra o sentimento do povo, pois isso é um ditado da democracia, e os taiuaneses não aceitam ser considerados parte da China.

"Caso Hu queira se unir a Taiwan, deveria escutar a voz do seu povo", acrescentou.

O governo independentista taiuanês não reconhece que é parte da China e deve fazer um plebiscito sobre o ingresso da ilha nas Nações Unidas sob o nome de Taiwan, em março de 2008.

A oposição taiuanesa aceita uma futura unificação com a China, mas "em democracia, liberdade e prosperidade", e a curto e médio prazo defende a manutenção da atual situação de independência na prática, mas com melhores laços com o governo chinês.

EFE
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