A delegação, que será liderada por Bachelet, chegará à ilha no dia 22 de novembro, onde visitarão o local onde foi construído o campo de reclusão, que já não existe. Os ex-prisioneiros visitarão posteriormente Puerto Harris, na mesma ilha, onde está uma igreja declarada monumento nacional e que foi restaurada pelos próprios presos políticos.
Nesse local, acontecerá uma cerimônia para lembrar os duros dias que ali passaram os detidos pela ditadura de Augusto Pinochet. Bachelet explicou que o itinerário da viagem foi acertado entre ex-ministros e ex-funcionários do governo de Allende, os ex-detidos da região de Magalhães e também com o comando da Marinha do Chile.
Participarão desta viagem, entre outros, o atual ministro da Educação, Sergio Bitar, e o senador do Partido pela Democracia e ex- ministro de Allende Fernando Flores. Embora a visita tenha enfrentado alguma resistência inicial da Marinha, a proposta foi finalmente aceita em agosto.
A ilha, 100 quilômetros ao sul da cidade de Punta Arenas, situada a mais de 2 mil quilômetros ao sul de Santiago, recebeu 600 presos políticos. O lugar está sob controle da Marinha de Guerra, que atualmente a utiliza como polígono.
Este campo de concentração começou a funcionar no mesmo dia 11 de Setembro de 1973, com a chegada dos primeiros 80 prisioneiros vindos de Magalhães, aos quais se somaram posteriormente os que chegaram de Santiago, e foi fechado em 26 de setembro de 1974. Pinochet enviou a Dawson cerca de 30 funcionários do governo de Allende, entre eles ministros, funcionários médios e dirigentes políticos, que foram obrigados a realizar trabalhos.




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