Os novos programas, que se centrarão em explicar de forma detalhada o Marxismo, o Leninismo e o Maoísmo - os três pilares ideológicos do Partido Comunista Chinês (PCCH) -, serão mais "alegres e coloridos" que no passado. O objetivo é atrair as novas gerações, menos interessadas na ideologia que suas antecessoras, insistindo na propagação do "conhecimento científico e tecnológico".
Segundo os observadores, o ex-presidente chinês Jiang Zemin, engenheiro de formação e ateu confesso, é o defensor desta nova campanha anti-religiosa cujo objetivo é frear o proselitismo religioso. Apesar da inexistência de relações entre China e Vaticano, o número de católicos e protestantes aumentou nos últimos dois anos, chegando a 12 e 20 milhões, respectivamente.
Além disso, a concorrência selvagem e a obsessão pelo dinheiro que caracterizam a China atual propiciou o retorno de um grande número de pessoas aos templos budistas, taoístas, muçulmanos, católicos e protestantes, as cinco crenças permitidas. Neste contexto, o Governo chinês afirmava na semana passada que manterá o veto à visita do Papa João Paulo II.
A tolerância governamental sobre a religião chegou ao fim em 1999, quando a seita neobudista Falun Gong se tornou um movimento espiritual em massa com mais simpatizantes (60 milhões) que o próprio Partido Comunista.
A Constituição vigente na China, país que é desde a fundação da República Popular, em 1949, um Estado aconfessional, garante a liberdade de fé, mas, na realidade, persegue toda prática religiosa que aconteça fora do âmbito das organizações do Governo.

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