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Presidente do Irã diz que país "não tem gays"

24 de setembro de 2007 16h16 atualizado às 16h59

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou Israel de ocupação e racismo nesta segunda-feira, durante visita a Nova York, onde vai participar da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Questionado sobre os abusos sofridos por mulheres e homossexuais em seu país, Ahmadinejad afirmou: "nós não temos homossexuais no Irã e as mulheres têm liberdade".

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Os comentários foram feitos depois que o presidente iraniano se reuniu com membros de um grupo anti-sionista. "Nós não reconhecemos este regime (Israel) porque é baseado na ocupação e no racismo. Ele ataca constantemente seus vizinhos", disse o presidente iraniano em uma coletiva de imprensa em Nova York. Ahmadinejad citou ainda as recentes ações militares israelenses na Síria e no Líbano.

O iraniano também criticou o governo americano: "somos contra a forma como o governo dos EUA tenta administrar o mundo. Achamos que esse método está errado. Ele leva à guerra, à discriminação e ao derramamento de sangue", disse.

Os grupos judaicos tradicionais condenaram um convite feito pela Universidade Columbia para que Ahmadinejad participasse do Fórum de Líderes Mundiais, um evento realizado pela instituição de ensino.

O iraniano teve negado um pedido para visitar o local onde ficava o World Trade Center, destruído nos ataques de 11 de setembro de 2001. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, afirmou que uma visita de Ahmadinejad ao local, conhecido como Marco Zero, representaria uma farsa ofensiva.

Ahmadinejad também reiterou que o programa nuclear iraniano possui fins pacíficos e não tem como objetivo desenvolver armas atômicas. "Nosso programa nuclear opera nos padrões da lei é completamente pacífico. Nós não acreditamos em armas nucleares, ponto", disse o presidente iraniano.

Com agências internacionais

Redação Terra