"Nunca fomos favoráveis à destruição dos vinhedos", disse o ministro alemão da Agricultura, Horst Seehofer, cujo país preside a União Européia, durante entrevista coletiva no âmbito de uma reunião com seus colegas europeus em Mainz (sudoeste da Alemanha).
"Parece pouco razoável colocar fora de serviço superfícies vinícolas enquanto aumentam as importações de vinho para a Europa. Não é a resposta econômica que esperávamos de uma reforma", acrescentou.
A Comissão Européia deve apresentar em 4 de julho um novo plano para pôr um fim à excessiva produção de vinho na UE, preconizando para tal a destruição de 200.000 hectares de vinhedos.
Seu projeto inicial, apresentado em 2006, previa destruir 400.000 hectares, o que causou grande polêmica entre os 27 Estados-membros do bloco e profissionais do setor.
No entanto, a comissária européia de Agricultura, Mariann Fischer Boel, insiste em que se trata de uma medida social para os produtores em dificuldades que querem reduzir sua superfície ou abandonar a profissão.
O ministro italiano Paolo De Castro, cujo país é o primeiro produtor europeu de vinho em termos de volume, se mostrou menos crítico que seu colega alemão sobre a proposta de Bruxelas.
"As novas propostas da Comissão vão em boa direção, mas é preciso que os Estados-membros conservem uma certa flexibilidade em sua aplicação", destacou.
Por sua vez, o ministro português Jaime Silva, cujo país assumirá a presidência rotativa da UE em julho, considerou que as novas propostas "permitirão encontrar mais facilmente um compromisso".
França e Espanha, outros grandes produtores, não fizeram comentários sobre a proposta, já que seus ministros só devem chegar a Mainz à noite.

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