"Não esperamos nenhuma mudança nos principais pontos da Política Externa francesa", garantiu Levitte, durante uma conferência no Chicago Council on Global Relations.
Ele reconheceu que o "estilo" pode mudar, mas que o objetivo será o mesmo.
Os tempos de relações tensas entre Paris e Washington, que se enfrentaram duramente por causa da invasão ao Iraque, acabaram, completou Levitte.
"Comentários nos jornais americanos destacam que já é hora de virar a página amarga de 2003 e (as relações) mudaram", celebrou o embaixador.
"Apesar das grandes diferenças de pontos de vista e de suas posições opostas sobre a guerra no Iraque, Jacques Chirac e George W. Bush tiveram uma relação cordial", avaliou.
Levitte explicou ao público que a Política Externa não teve um papel de destaque na campanha presidencial, já que há um amplo consenso sobre esse tema na França.
Em relação ao Irã, o diplomata reiterou a posição francesa que exige de Teerã que respeite as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, como a suspensão de todas as atividades nucleares sensíveis iranianas.
Ele acrescentou que a "primeira prioridade" do novo chefe de Estado francês será a Europa.

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