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 Royal alerta para risco de vitória da "direita dura"
04 de maio de 2007 05h24 atualizado às 06h49

A candidata socialista à Presidência francesa, Ségolène Royal, aproveitou hoje o último dia de campanha eleitoral para alertar para o "risco" representado pelo seu rival, Nicolas Sarkozy, que considerou como candidato "da direita dura".

Em declarações à emissora RTL, Royal se mostrou convencida de que uma possível eleição de Sarkozy, no próximo domingo, trará consigo "tensões muito fortes ao país".

As palavras da candidata socialista, que todas as enquetes dão como perdedora na votação de domingo, se dirigem aos eleitores indecisos, em quem a figura de Sarkozy causa rejeição ou medo.

"É uma candidatura perigosa. Por isso peço aos eleitores que reflitam", afirmou Royal. Ela assumiu a responsabilidade de "lançar o alarme" sobre as características de seu oponente, que podem "desencadear violência e brutalidade no país".

Como exemplo, ela lembrou que o ex-ministro do Interior "só pode ir aos bairros populares protegido por centenas de policiais".

Também avisou que o candidato conservador está ligado "aos poderes midiáticos e financeiros", e por isso a sua eleição representará "uma concentração de poderes".

Estendendo a mão aos quase 7 milhões de eleitores que no primeiro turno votaram no centrista François Bayrou, ela disse que se reconhece em alguns de seus valores.

Royal também deu uma entrevista ao jornal "Le Parisien", publicada hoje, na qual afirma que, se for eleita no domingo, se apoiará "na maioria mais ampla possível" de franceses, com o objetivo de acabar com a situação de "enfrentamento de blocos" que domina hoje a política do país, na sua opinião.

Como vencedora, a hipótese mais provável é de nomear um primeiro-ministro do Partido Socialista. Mas ela admitiu estudar outras opções, e pediu aos franceses que tenham confiança, "porque seus interesses serão bem defendidos".

EFE
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