Os oito pré-candidatos democratas às eleições presidenciais americanas atacaram a política do presidente George W. Bush no Iraque, no primeiro debate televisionado da campanha.
Os democratas pediram para que o presidente, que é republicano, não vete um projeto de lei aprovado pelas duas casas do Congresso estabelecendo um cronograma para a retirada das tropas americanas do Iraque. Bush já disse que vai vetar o projeto na semana que vem.
"Se esse presidente não nos tirar do Iraque, quando eu for presidente, eu farei isso", disse a senadora de Nova York Hillary Clinton.
Outro favorito na corrida democrata, o senador de Illinois Barack Obama, disse que "nós estamos a uma assinatura do fim dessa guerra".
O debate foi realizado na Carolina do Sul, que será o primeiro Estado a realizar uma votação primária para escolher o candidato presidencial democrata, no começo do ano que vem.
Segundo o correspondente da BBC, James Westhead, não houve grandes confrontos ou gafes entre os pré-candidatos.
Mas, apesar do consenso sobre a retirada do Iraque, a questão também gerou ataques por causa da posição de cada pré-candidato antes da guerra.
"Eu estou orgulhoso por ter me oposto a essa guerra desde o começo", disse Obama.
Já Clinton, que votou a favor da guerra em 2003, disse que se soubesse então o que sabe agora, teria agido de forma diferente.
O senador John Edwards afirmou que qualquer um que tenha votado a favor da invasão "deveria vasculhar sua consciência".
Na época, Edwards apoiou a guerra, mas pediu desculpas desde então. O debate durou 90 minutos, com cada candidato tendo no máximo um minuto para responder as perguntas, sem direitos de réplica ou debate direto.
Os pré-candidatos republicanos realizarão seu primeiro debate televisionado no dia três de maio.

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