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Em 2050, mundo terá mais idosos que crianças

11 de abril de 2007 20h46 atualizado às 20h53

As pessoas com mais de 60 anos representarão 32% da população mundial em 2050 e superarão pela primeira vez na história o número de crianças, afirmou hoje a ONU.

Este aviso foi dado hoje pela Divisão de População do departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, que apresentou informações comparativas sobre as conseqüências econômicas e sociais do envelhecimento da população.

"Minha mensagem é que o envelhecimento da população é algo que deve ser abordado. Há uma mudança dramática que atingirá tanto o mundo em desenvolvimento como o desenvolvido", disse Somnath Chatterji, coordenadora do estudo Global sobre o Envelhecimento e a Saúde Adulta da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo números da ONU, o crescimento anual da população é de 1,14%, e existe a expectativa de que alcance os 6,6 bilhões de habitantes em julho de 2007.

Atualmente, a população mundial é composta por 28% de crianças (menores de 15 anos), 18% de jovens (de 15 a 24 anos) e 44% de população economicamente ativa (de 25 a 59 anos).

Além disso, os idosos (acima dos 60 anos) representam apenas 10% da população mundial.

No entanto, se prevê que o número de idosos de 60 anos irá triplicar, dos 705 milhões atuais para quase 2 bilhões em 2050.

"Isto quer dizer que pela primeira vez na história, o número de pessoas idosas superará o de crianças em 2050", declarou Chatterji.

A Europa é a região onde a população é mais velha, já que as pessoas idosas representam 21% do total, enquanto as crianças são 15%.

"Em 35 anos, a Itália será o segundo país onde haverá a maior população idosa, atrás apenas da Espanha", previu Chatterji.

As expectativas na Europa são que os idosos constituam 35% do total da população em 2050 e que na América do Norte - que atualmente é a segunda região mais velha do planeta, com 17% de idosos - alcance 27% em 2050.

Em contraste, a África conta atualmente com a população mais jovem, já que os idosos constituem apenas 5% da população, enquanto as crianças são 15%.

As previsões da ONU indicam que a África terá em 2050 uma cota de distribuição da população jovem e anciã parecida a que a América Latina e o Caribe têm atualmente.

A região latino-americana e caribenha conta neste momento com 10% da população com mais de 60 anos, e existe a expectativa de que a percentagem aumente para 24% em 2050.

"Os países em desenvolvimento envelhecerão antes de se tornarem ricos", declarou Chatterji, que afirmou que isto terá repercussões no plano social e econômico, o que tornará necessária uma maior assistência no financiamento de serviços de saúde.

Por outro lado, espera-se que a população infantil diminua um terço e caia para 19% em 2050 nos países em desenvolvimento, enquanto nas nações industrializadas a percentagem permanecerá constante e continuará nos 16% atuais.

Deste modo, a proporção de pessoas idosas com relação à população economicamente ativa aumentará tanto nos países ricos como pobres.

Nas nações desenvolvidas, a proporção aumentará entre 32% e 62% o número de idosos para cada 100 pessoas em idade economicamente ativa em 2050, enquanto no mundo em desenvolvimento passará de 13% para 34% no mesmo espaço de tempo.

EFE
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