O incidente aconteceu no nono Tribunal de Crimes de Santiago, onde Krasnoff seria acareado com parentes e testemunhas da detenção de Edwin Van Jurick e sua esposa, Bárbara Uribe, desaparecidos desde 10 de julho de 1974, quando foram detidos por agentes da Dina, a polícia secreta de Pinochet.
O primeiro a ser agredido e xingado pelos familiares de vítimas que estavam no local foi Moren Brito, que fugiu de seus agressores e foi para o estacionamento do recinto judicial. Mais tarde foi a vez de Krasnoff, que apesar de detido chegou ao tribunal em seu automóvel particular, acompanhado por um guarda civil. Depois de escapar, ele se escondeu em uma patrulha policial que estava nos arredores.
Após o incidente, os familiares disseram aos jornalistas que não vão deixar "nunca mais" os assassinos "caminharem livres pelas ruas". Edwin Van Jurick, chileno de origem britânica, seu irmão Cristián e sua esposa, Bárbara Uribe, todos membros do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR), foram presos em pontos diferentes de Santiago por agentes que se identificaram como membros da Dina. Nos dias seguintes, os agentes foram várias vezes aos domicílios dos presos, algumas vezes com eles.
Em agosto de 1974, com uma solicitação da embaixada do Reino Unido, a chancelaria chilena respondeu que Edwin e Bárbara estavam "sob detenção preventiva" para uma investigação e que seu estado de saúde era "plenamente normal". No entanto, semanas após, e depois de um interrogatório da Corte de Apelações, a mesma Chancelaria disse que sua resposta anterior tinha sido "um erro".
A ditadura continuou negando as detenções até janeiro de 1975, quando admitiu que Cristián Van Jurick permanecia confinado em um campo de concentração da cidade de Ritoque, na região de Valparaíso. Cristián Van Jurick é uma das testemunhas que seriam acareadas hoje com os oficiais Krasnoff e Moren.




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