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 Bombas tensionam Chile antes dos 30 anos do golpe
10 de setembro de 2003 16h54

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A explosão de algumas bombas e outros falsos alarmes sobre atentados tensionaram hoje o ambiente no Chile, na véspera do 30º aniversário do golpe militar que derrubou o governo de Salvador Allende. Fontes policiais confirmaram que uma bomba de potência média causou danos consideráveis em uma loja da cadeia Sodimac Homecenter na cidade de Temuco, 672 quilômetros ao sul de Santiago.

Outra bomba danificou ontem à noite a porta principal, as janelas e a fachada da Prefeitura de Recoleta, no norte de Santiago, onde hoje foram recebidos dois telefonemas anônimos sobre a colocação de outras bombas, o que acabou sendo falso. No entanto, a polícia desativou outro artefato na mesma região, perto de uma delegacia da polícia militarizada.

O prefeito de Recoleta, Gonzalo Cornejo, esteve no centro de uma polêmica nos últimos dias por sua decisão de fechar, no próximo domingo, o Cemitério Geral, a fim de impedir uma marcha programada por familiares das vítimas da ditadura até o memorial dos detidos desaparecidos e executados políticos.

Cornejo, da oposição de direita, baseou sua decisão nos distúrbios e destruição que costuma haver nas manifestações e apresentou um recurso de proteção nos tribunais, para que a Justiça assegure a medida.

A polícia também precisou agir na Plaza la Constitución, em frente ao Palácio de la Moneda, ao descobrir aos pés do monumento a Salvador Allende um pacote suspeito, que foi submetido a uma explosão controlada. Também houve falsos avisos de bombas na sede da Defensoria Pública, no centro da capital chilena, e em um campus da Universidade do Chile situado no setor de Pintana, no sul da cidade.

O ministro do Interior, José Miguel Insulza, pediu à população que mantenha a tranqüilidade e assegurou que as bombas "só causaram barulho" e que aparentemente trata-se de ações de grupos isolados, "que agem sem coordenação e só para chamar a atenção".

EFE
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