Outra bomba danificou ontem à noite a porta principal, as janelas e a fachada da Prefeitura de Recoleta, no norte de Santiago, onde hoje foram recebidos dois telefonemas anônimos sobre a colocação de outras bombas, o que acabou sendo falso. No entanto, a polícia desativou outro artefato na mesma região, perto de uma delegacia da polícia militarizada.
O prefeito de Recoleta, Gonzalo Cornejo, esteve no centro de uma polêmica nos últimos dias por sua decisão de fechar, no próximo domingo, o Cemitério Geral, a fim de impedir uma marcha programada por familiares das vítimas da ditadura até o memorial dos detidos desaparecidos e executados políticos.
Cornejo, da oposição de direita, baseou sua decisão nos distúrbios e destruição que costuma haver nas manifestações e apresentou um recurso de proteção nos tribunais, para que a Justiça assegure a medida.
A polícia também precisou agir na Plaza la Constitución, em frente ao Palácio de la Moneda, ao descobrir aos pés do monumento a Salvador Allende um pacote suspeito, que foi submetido a uma explosão controlada. Também houve falsos avisos de bombas na sede da Defensoria Pública, no centro da capital chilena, e em um campus da Universidade do Chile situado no setor de Pintana, no sul da cidade.
O ministro do Interior, José Miguel Insulza, pediu à população que mantenha a tranqüilidade e assegurou que as bombas "só causaram barulho" e que aparentemente trata-se de ações de grupos isolados, "que agem sem coordenação e só para chamar a atenção".




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