Em uma entrevista à Televisão Nacional do Chile, Lagos lembrou nesta terça-feira o 11 de setembro de 1973, dia em que o general Augusto Pinochet derrubou o governo constitucional de Allende (1970-1973).
"Estava no chuveiro quando minha mulher me disse: Ricardo, parece que há um golpe porque vejo muitos militares (nas ruas). Sai rapidamente, os filhos estavam no colégio e ligamos o rádio. Era bastante duro o que estava acontecendo", lembrou Lagos.
"Este vai ser um dia muito trágico, lembre disso, um dia muito trágico para o Chile. Se for mesmo um golpe, o presidente Allende vai morrer", disse Lagos à esposa na ocasião. "Percebi que esta seria sua decisão. Pela dignidade de seu cargo, ele não aceitaria ser um presidente no exílio".
Em meio ao bombardeio do palácio presidencial de La Moneda, Allende se matou com um fuzil que havia ganho do amigo cubano Fidel Castro. No local onde Allende morreu, no extinto Salão Independência do Palácio de La Moneda, Lagos descerrará na quarta-feira uma placa em sua memória.
Na quinta-feira, dia do golpe militar, Lagos passará pela porta lateral da sede do governo, no número 80 da rua Morandé, que será reaberta após 30 anos. Lagos também participará de um ato "ecumênico" no interior do palácio presidencial, com a presença de todos os ministros, autoridades legislativas, judiciárias, militares e religiosas, e de personalidades da área cultural.

- AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.



Assista agora »
Assista agora »
Assista agora »


