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 Exército chileno pede unidade nos 30 anos do golpe
06 de setembro de 2003 20h41 atualizado em 10 de setembro de 2003 às 12h23

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O Exército chileno reiterou hoje o apelo à unidade do país a cinco dias do aniversário de 30 anos do golpe militar de Augusto Pinochet, que derrubou o presidente Salvador Allende.

"Vamos trabalhar pelo futuro, orar pelos que morreram cumprindo seu dever e por todos que foram produto da violência que houve em um longo período", disse o comandante-em-chefe do Exército, general Emilio Cheyre.

As declarações de Cheyre foram feitas durante a cerimônia do "Dia do Reservista", realizada no regimento de Cavalaria Blindada Granaderos da cidade de San Bernardo, cerca de 22 quilômetros ao sul de Santiago.

O general afirmou que embora este 11 de setembro seja apenas mais uma data para o Exército, sua instituição terá um dia repleto de reflexão. Ele garantiu que, historicamente, a semente e a colheita do trabalho do Exército sempre foi em prol do Chile.

A ministra da Defesa, Michelle Bachelet, que também participou do ato, comentou que na próxima quinta-feira alguns chilenos vão fazer uma homenagem a seus entes queridos.

Para o próximo 11 de setembro, os grupos de Direitos Humanos prepararam uma série de atos em todo o Chile. Os mais emblemáticos serão realizados na Praça de la Constitución em Santiago, em frente ao monumento de Salvador Allende, e no Cemitério Geral.

As autoridades organizaram uma missa no Palácio de la Moneda, para a qual mil pessoas foram convidadas, enquanto o Exército tem outra programada na Escola Militar.

Os partidários de Pinochet irão à noite a um local de reuniões situado na capital chilena, enquanto o ex-governante militar também assistirá a uma missa em sua residência de verão de Los Boldos, 130 quilômetros a oeste de Santiago.

EFE
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