"Allende está presente!", "Allende, Allende, o povo te defende!", eram alguns dos gritos repetidos pela multidão no primeiro de uma série de shows em homenagem a Allende e que reúne o cubano Silvio Rodríguez, o brasileiro Gilberto Gil, os argentinos León Gieco e Víctor Heredia, e muitos outros artistas.
"Num dia como hoje, há 33 anos, o presidente Allende foi eleito presidente do Chile", lembrou Sergio Campos, apresentador do espetáculo, enquanto um ar frio e úmido percorria todo o ambiente. O ato começou com o discurso pronunciado por Allende nas Nações Unidas, seguido da apresentação de Quilapayún, o grupo simbólico vestido com ponchos negros e que acompanhou Allende em tantas jornadas culturais. Depois de entoar o hino da Unidade Popular, o grupo do diretor Eduardo Carrasco prosseguiu com a famosa "La Muralla", que foi acompanhada por todo o público.
Quatro telões mostraram mensagens de diferentes artistas, como o cineasta espanhol Pedro Almodóvar e o cantor catalão Joan Manuel Serrat. Os espectadores também puderam assistir a vídeos, produzidos pela diretora Carmen Luz Parot, autora do documentário "Estádio Nacional", no qual ela lembrou os trágicos acontecimentos que marcaram esse local após o golpe de Estado de 1973, dentro de um programa elaborado pela Fundação Salvador Allende.
Este primeiro show, que deve durar de cinco a seis horas, seguia com a apresentação dos grupos locais Tiro de Gracia, Arak Pacha, o chileno Patricio Manns, o argentino León Gieco, a mexicana Julieta Venegas e o grupo chileno Los Prisioneros. Para este sábado, está programada a participação de Silvio Rodríguez, dos argentinos Pedro Aznar e Víctor Heredia, do uruguaio Daniel Viglietti, do cubano Vicente Feliú, dos chilenos Ángel e Isabel Parra, Los Petinelis, Sol e Lluvia e vários outros artistas.

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