Embora Villagra duvide da continuidade do movimento, pois sua vida está em jogo, o terceiro manifestante, Alberto Rodríguez, de 28 anos, que apresenta o melhor aspecto físico, apesar dos sinais de desidratação, participou de uma entrevista coletiva na qual garantiu que a greve seguirá "até as últimas conseqüências".
O grupo de apoio ao protesto reconheceu que isto não significa estendê-la até a morte dos grevistas, três filhos de desaparecidos ou executados pela ditadura de Augusto Pinochet, que governou o país entre 1973 e 1990. "Não vamos cometer o erro de dar uma vida a ninguém e menos a este governo nem às Forças Armadas, mas vamos nos empenhar até o último", disse o porta-voz do grupo, Dago Pérez Videla.
Rodríguez, por outro lado, insistiu que o governo deve voltar atrás com sua proposta, pois consagraria a impunidade de membros da ditadura através de benefícios penais e imunidade dos autores de crimes que não foram julgados até agora. O plano, rejeitado pelos familiares das vítimas do governo militar, admite a "obediência forçada" de agentes que participaram em crimes cumprindo ordens e oferece redução de penas dos responsáveis em troca de informações sobre o paradeiro dos presos desaparecidos.

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