O manifesto foi elaborado por Nicolas Hulot, um conhecido líder ecologista e apresentador de TV, que chegou a se apresentar como candidato à presidência, mas desistiu da idéia.
No entanto, o militante ecologista assegurou que pressionaria para que os aspirantes à presidência se comprometessem a respeitar o meio ambiente. Hulot convocou os candidatos a assinarem um documento nesta quarta-feira em Paris, diante das câmeras de TV.
Ao chegar, a candidata socialista, Ségolène Royal, sublinhou que deseja "transformar a França no país modelo do meio ambiente" e prometeu "tomar decisões difíceis mas indispensáveis" para o futuro do planeta.
Por sua vez, Sarkozy, principal candidato de direita, admitiu que sua família política "nem sempre esteve à altura dos desafios" da proteção do planeta, mas sublinhou a "urgência" de realizar uma "revolução ecológica".
O candidato criticou além disso o presidente americano George W. Bush, por não ter assinado o protocolo de Kyoto, que visa a limitar as emissões de dióxido de carbono. Sarkozy disse ser a favor da criação de um "G20 do meio ambiente", apoiado pelo ex-presidente americano Al Gore.
Além de Sarkozy e Royal, assinaram este Pacto Ecológico a candidata comunista Marie-George Buffet, a ecologista Dominique Voynet e o líder do partido de centro UDF, François Bayrou.
"Os candidatos assumiram compromissos importantes, revolucionários e inesperados", congratulou-se Hulot, considerando esta assinatura pública "um início e de forma alguma uma meta".
No entanto, Sarkozy e Royal mostraram suas reservas sobre uma taxa proposta por Hulot sobre as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

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