Partidários do presidente chileno Salvador Allende, morto no levante militar liderado pelo general Augusto Pinochet, lembraram hoje o dia em que foi eleito há 33 anos, quando se tornou o primeiro marxista a chegar ao poder através das urnas. As homenagens se concentraram aos pés de um monumento que lembra o presidente, erguido em frente ao palácio presidencial de La Moneda, até onde foram 500 partidários que evocaram sua figura e colocaram coroas de flores.
Dirigentes do Partido Comunista levantaram bandeiras chilenas e cartazes com o rosto do presidente, que decidiu se suicidar antes de entregar o poder às forças golpistas encabeçadas pelo general Pinochet, que pegaram em armas a 11 de setembro de 1973.
Na cerimônia desta quinta-feira também participaram parentes das quase 3 mil vítimas da ditadura, entre mortos e desaparecidos, que reiteraram pedidos de justiça, rejeitando o que chamaram de "manto de impunidade", que cobriria no Chile os violadores dos direitos humanos.

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