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 General chileno é processado por assassinatos
02 de setembro de 2003 21h51 atualizado em 10 de setembro de 2003 às 12h36

A Justiça chilena abriu hoje um processo contra o general da reserva Héctor Orozco, chefe da Direção de Inteligência do Exército (Dine) durante a ditadura do general Augusto Pinochet. Orozco é acusado da morte de seis militantes comunistas em 1973 e do seqüestro de um soldado desaparecido em 1978.

O juiz Daniel Calvo ordenou a prisão de Orozco, do coronel da reserva Raúl Navarro e do soldado Milton Núñez, como autores de homicídio qualificado de seis pessoas no dia 11 de outubro de 1973, em San Felipe, 80 quilômetros ao leste de Santiago.

Segundo a resolução do juiz, os fatos aconteceram na prisão de San Felipe, onde estavam detidos Mario Alvarado, Faruc Aguad, Wilfredo Sánchez, Artemio Pizarro, Pedro Araya e José Fierro. De acordo com o processo, enquanto eles eram levados para a prisão vizinha de Putaendo, foram executados por militares no setor de Las Coimas.

Orozco é processado ainda pelo seqüestro do soldado Guillermo Jorquera, que desapareceu em 23 de janeiro de 1978, num caso em que também é acusado o brigadeiro da reserva Adolfo Born. Jorquera, que trabalhava na Dine, foi expulso do Exército em dezembro de 1977, depois que, durante as investigações que fazia na Chancelaria, foram extraviados documentos relacionados ao assassinato do ex-chanceler Orlando Letelier em Washington, no dia 21 de setembro de 1976.

No dia em que desapareceu, Jorquera buscava asilo na embaixada da Venezuela, mas foi preso por agentes da polícia de Carabineiros e levado para as dependências da Dine. Desde então, seu paradeiro é desconhecido.

AFP
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