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 Senado nega pensão a viúva de Pinochet
25 de janeiro de 2007 16h30 atualizado às 16h39

Os advogados da família de Augusto Pinochet pediram a liberação do embargo de US$ 2,5 milhões pertencentes ao ex-ditador chileno, num momento em que o Senado negou à viúva uma pensão de quase US$ 9,5 mil, segundo fontes judiciais.

O pedido para levantar o embargo dos bens foi feito pelos advogados Fernando Rabat e Pablo Rodríguez ao juiz Juan González, que investiga um eventual enriquecimento ilícito do ex-ditador quando exerceu o poder entre 1973 e 1990.

A medida diz respeito aos cerca de 2,5 milhões de dólares que o ex-ditador mantinha no Banco do Chile e que deveriam ser liberados após a morte de Pinochet em 10 de dezembro, segundo alegação de seus advogados.

O juiz deverá se pronunciar nos próximos dias sobre a solicitação. A investigação foi aberta há dois anos, quando foram descobertas as primeiras de uma centena de contas bancárias mantidas em segredo por Pinochet e sua família no Riggs Bank de Washington e em outros países.

A morte de Pinochet impediu o fim da investigação.

Já a comissão de regime interno do Senado rejeitou uma solicitação da viúva do ex-ditador, Lucía Hiriart, para receber uma pensão equivalente ao salário de um senador, que é de quase US$ 9,5 mil.

"Ela não tem direito algum à pensão, porque no momento da morte (no caso de Pinochet) todos os seus benefícios são cancelados automaticamente", explicou o senador do partido Democrata-Cristão Hosain Sabag.

AFP
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