Ali Hassan al-Majid, apelidado de "Ali, o Químico", e cinco outros responsáveis do ex-regime voltaram ao banco dos réus depois de uma pausa de 12 dias.
Os acusados podem ser condenados à pena de morte se sua responsabilidade for provada nas operações da Anfal, conduzidas em 1987 e 1988 no Curdistão (norte), durante as quais 180.000 pessoas foram mortas em execuções de massa ou em bombardeios químicos, segundo a acusação.
Durante a audiência de terça-feira, os procuradores apresentaram novas fitas de áudio. Numa delas, uma voz, apresentada como a de Ali Hassan al-Majid, grita insultos anticurdos durante a campanha Anfal.
Calmo, com tom pausado, Ali Hassan al-Majid indicou ao juiz Mohammed al-Oreibi al-Khalifa que esses insultos eram táticas de combate destinadas a aterrorizar as "forças governamentais".
"Quanto aos insultos, nós estávamos em guerra e as duas partes trocaram insultos", disse ele.
Segundo o acusado, as operações militares Anfal eram vitais para abafar a insurreição dos curdos, que se alinharam aos inimigos durante a guerra Irã-Iraque de 1980 a 1988.
No início da audiência, o juiz havia dado a palavra aos acusados, mas recebeu uma recusa dupla.
"Não farei nenhuma declaração ao tribunal enquanto não puder ver meu advogado", havia declarado Ali Hassan al-Majid. Uma posição repetida por Sabir al-Douri, ex-chefe de informação de Saddam Hussein.
Em seguida, o juiz desligou os microfones e uma discussão ocorreu entre o tribunal e os dois homens.
Os debates, que continuaram por toda a tarde de terça-feira, devem ser retomados na manhã de quarta-feira.

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