Arbour disse que, dado a preocupação sobre a imparcialidade do julgamento, o prosseguimento da sentença de morte pode ser vista como a negação do "direito à vida", um elemento-chave da Convenção de Direitos Civis e Políticos da qual o Iraque é signatário.
"A imposição da pena de morte após os procedimentos de julgamento e apelação que não respeitam os processos adequados significam um violação do direito à vida", disse ela em um comunicado.
Barzan Ibrahim al-Tikriti, meio-irmão de Saddam e um ex-chefe de inteligência, e o juiz Awad Hamed al-Bander foram sentenciados à morte por crimes contra a humanidade por causa do assassinato de 148 xiitas.
Os enforcamentos aconteceram às 22h (horário de Brasília), na mesma base secreta da polícia em que Saddam foi enforcado em 30 de dezembro.
Arbour, uma juíza da Suprema Corte canadense e promotora de crimes de guerra, que se opõe a pena de morte em qualquer circunstância, disse que levar à justiça aqueles responsáveis por graves violações de direitos é crucial para a "reconciliação nacional".
"Mas para ter credibilidade e ser durável, a luta contra a impunidade precisa ser baseada no respeito aos padrões internacionais de direitos humanos e ao preceito da lei", disse ela.

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